- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, buscou apoio no Brics em conversas com Xi Jinping, da China, e Narendra Modi, da Índia, sobre uma possível trégua na Guerra da Ucrânia.
- O prazo dado por Donald Trump para a trégua se aproxima do fim, enquanto ele ameaça novas sanções.
- China e Índia são os principais compradores de petróleo russo, com a China adquirindo 47% e a Índia 38% entre dezembro de 2022 e junho de 2023.
- Putin e o negociador de Trump, Steve Witkoff, discutiram um possível congelamento das linhas de batalha nas regiões de Kherson e Zaporíjia.
- O Brasil, membro do Brics, enfrenta tarifas elevadas e mantém relações comerciais com a Rússia, adquirindo 12% do óleo diesel vendido por Moscou desde 2022.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, buscou apoio no Brics nesta sexta-feira (8), enquanto o prazo dado por Donald Trump para uma trégua na Guerra da Ucrânia se aproxima do fim. Durante conversas com Xi Jinping, da China, e Narendra Modi, da Índia, Putin discutiu a possibilidade de um cessar-fogo, em meio a ameaças de novas sanções por parte dos EUA.
Desde o início do conflito, a China e a Índia se destacaram como os principais compradores de petróleo russo, com a China adquirindo 47% do total e a Índia 38% entre dezembro de 2022 e junho de 2023. Essas relações comerciais têm sido cruciais para a economia russa, que enfrenta sanções internacionais.
As conversas entre Putin e o negociador de Trump, Steve Witkoff, levantaram especulações sobre uma possível trégua na guerra aérea, que se intensificou neste ano. A agência Bloomberg informou que Putin poderia ter proposto um congelamento parcial das linhas de batalha nas regiões de Kherson e Zaporíjia, onde a Rússia controla cerca de 75% do território.
Reações e Consequências
Trump, por sua vez, intensificou a pressão sobre a Índia, aumentando as tarifas de importação em 25% devido à compra de petróleo russo. A situação é mais complexa com a China, onde a interdependência econômica complica as negociações tarifárias. O Brasil, membro do Brics, enfrenta tarifas elevadas e mantém relações comerciais com a Rússia, tendo adquirido 12% do óleo diesel vendido por Moscou desde 2022.
O governo brasileiro condenou a invasão da Ucrânia, mas também criticou as sanções, buscando equilibrar suas relações comerciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a participar de eventos com líderes autoritários, como Xi, em celebrações da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial.
Putin também se reuniu com Aleksandr Lukachenko, presidente de Belarus, que é um aliado estratégico, permitindo o uso do território bielorrusso para operações militares contra a Ucrânia. A situação permanece tensa, com novos desdobramentos aguardados nas próximas semanas.
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