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Cineastas destacam 2007 como o auge do cinema nacional no século XXI

Cineastas brasileiros destacam diversidade e desafios na seleção dos 50 melhores filmes do século XXI, com "Cidade de Deus" no topo da lista

'Tropa de elite', 'Saneamento básico, o filme' e 'Jogo de cena' foram destaques do cinema nacional em 2007 (Foto: Divulgação)
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  • O cinema brasileiro se destaca em festivais internacionais, recebendo prêmios como Oscar e Globo de Ouro.
  • Em homenagem ao centenário do GLOBO, mais de 100 cineastas escolheram os 50 melhores filmes brasileiros do século XXI.
  • “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, foi eleito o melhor filme, com mais de 50% dos votos.
  • A lista inclui obras de diretores como Anna Muylaert e José Padilha, refletindo diversidade e desafios na representação.
  • A seleção mostra a descentralização do cinema, com 13 filmes dirigidos por mulheres e apenas 8% de realizadores negros.

O cinema brasileiro vive um momento de celebração, destacando-se em festivais internacionais e conquistando prêmios como Oscar e Globo de Ouro. Em homenagem ao centenário do GLOBO, mais de 100 cineastas se reuniram para eleger os 50 melhores filmes brasileiros do século XXI. O filme “Cidade de Deus” (2002), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, foi escolhido como o melhor, recebendo mais de 50% dos votos.

A lista, que inclui obras de diretores renomados como Anna Muylaert e José Padilha, reflete a diversidade e os desafios da representação no cinema nacional. O ano de 2007 se destacou, com seis filmes mencionados, incluindo “Tropa de Elite” e “Estômago”. A votação foi desafiadora, considerando que entre 2000 e 2025, 2.579 longas foram lançados no Brasil, segundo dados do site Filme B.

Desafios da Seleção

Os cineastas enfrentaram dificuldades para selecionar seus filmes favoritos. Fernando Meirelles comentou que suas escolhas poderiam mudar em outra oportunidade, enquanto Marcos Jorge descreveu a tarefa como um “sacrifício” para deixar grandes filmes de fora. A lista final inclui 13 obras dirigidas por mulheres, representando 26% do total, e apenas 8% dos filmes são de realizadores negros.

A seleção também mostra uma descentralização do cinema brasileiro, com cineastas de diversas regiões, incluindo Pernambuco e Minas Gerais, além de São Paulo. O GLOBO disponibiliza a lista completa e permite que os leitores criem seus próprios rankings.

Impacto e Representatividade

Ainda Estou Aqui“, de Walter Salles, ficou em segundo lugar e se destacou como o filme mais visto pós-pandemia, atraindo 5,8 milhões de espectadores. O filme é elogiado por sua sobriedade e relevância histórica, especialmente em tempos de debates sobre democracia no Brasil.

A lista dos 50 melhores filmes abrange uma variedade de gêneros, desde comédias populares até documentários, evidenciando a riqueza do cinema nacional. A presença feminina e a diversidade racial, embora ainda limitadas, mostram um avanço em relação a períodos anteriores, refletindo a evolução do setor.

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