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Moraes consulta PGR sobre pedido de Bolsonaro para revogar prisão domiciliar

Ministro Alexandre de Moraes analisa pedido de revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após alegações de desrespeito a medidas cautelares

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF (Foto: Cristiano Mariz/O GLOBO)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro está sob prisão domiciliar, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por desrespeito a medidas cautelares.
  • A prisão foi imposta após Bolsonaro se comunicar com apoiadores durante uma manifestação em Copacabana.
  • Moraes consultará a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o pedido da defesa para revogar a prisão.
  • A defesa argumenta que Bolsonaro não violou as regras e que sua comunicação foi uma saudação genérica, sem provas de desrespeito às ordens judiciais.
  • Os advogados afirmam que Bolsonaro não deve ser responsabilizado por publicações de terceiros nas redes sociais, e o vídeo em questão foi removido por seu filho, Flávio Bolsonaro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece sob prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi imposta devido a alegações de desrespeito a medidas cautelares, após Bolsonaro se comunicar com apoiadores durante uma manifestação em Copacabana.

Moraes deve consultar a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o pedido da defesa de Bolsonaro para revogar a prisão. A defesa argumenta que o ex-presidente não violou as regras ao se dirigir a seus apoiadores por telefone. Os advogados ressaltam que a Justiça deve considerar a responsabilidade subjetiva e que não há provas concretas de desrespeito às ordens judiciais.

Os advogados Celso Vilardi, Paulo Amador Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser, que representam Bolsonaro, afirmam que o ex-presidente não deve ser responsabilizado por publicações de terceiros nas redes sociais. Eles destacam que a manifestação de Bolsonaro foi uma saudação genérica e não se enquadra nas restrições impostas pela decisão anterior de Moraes.

A defesa também menciona que a fala de Bolsonaro não constituiu uma reincidência de declarações criminosas, conforme as medidas cautelares estabelecidas. O vídeo que gerou controvérsia foi removido pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, o que levanta questões sobre a responsabilidade de Bolsonaro em relação a conteúdos compartilhados por outros.

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