- Um adolescente foi morto por um pacote de ajuda humanitária lançado de paraquedas em Nuseirat, na Faixa de Gaza, no último sábado, dia 9.
- O jovem tentava coletar suprimentos quando foi atingido, segundo relato de um familiar.
- A situação na Faixa de Gaza é crítica, com mais de 2,2 milhões de habitantes enfrentando uma grave crise humanitária após 21 meses de conflito.
- As Nações Unidas afirmam que os lançamentos aéreos de ajuda são insuficientes e pedem a entrada de mais suprimentos por terra.
- Desde o início das operações da Fundação Humanitária de Gaza, mais de mil pessoas morreram tentando receber ajuda, muitas devido a disparos de forças israelenses.
Um adolescente de 15 anos, Muhannad Eid, foi morto por um pacote de ajuda humanitária lançado de paraquedas em Nuseirat, na Faixa de Gaza, no último sábado (9). O jovem tentava coletar suprimentos quando um dos pacotes o atingiu, segundo relato de seu irmão. A cena foi registrada em vídeo, mostrando a aglomeração de pessoas correndo em busca de mantimentos em uma área devastada pela guerra.
A situação na Faixa de Gaza é crítica, com mais de 2,2 milhões de habitantes enfrentando uma grave crise humanitária após 21 meses de conflito. As Nações Unidas alertam que os lançamentos aéreos de ajuda são insuficientes e pedem que Israel permita a entrada de mais suprimentos por terra. A maioria da população está deslocada e vive em condições precárias, com muitos morrendo de fome.
Desde o início das operações da Fundação Humanitária de Gaza (FHG), em maio de 2025, mais de mil pessoas perderam a vida tentando receber ajuda. A maioria dessas mortes ocorreu devido a disparos de forças israelenses próximas aos locais de distribuição. Antes da FHG, pacotes de ajuda já haviam causado mortes, com pelo menos cinco civis mortos e dez feridos em incidentes semelhantes.
Israel nega ter uma política de fome em Gaza e afirma que a crise poderia ser resolvida se o Hamas se rendesse. O grupo, que atacou Israel em 7 de outubro de 2023, resultando em cerca de 1.200 mortes e 251 reféns, é apontado como responsável pela continuidade do conflito. A situação humanitária, no entanto, continua a se agravar, com a população clamando por assistência urgente.
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