- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que Rússia e Israel podem ser incluídos em um relatório como suspeitos de violência sexual em conflitos.
- A advertência foi feita em 12 de setembro de 2023, com base em evidências de abusos em prisões e centros de detenção.
- Guterres mencionou comportamentos degradantes, como violência genital e nudez forçada, cometidos por forças armadas de ambos os países.
- O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, rejeitou as acusações e pediu que a ONU focasse nos crimes de guerra do Hamas.
- Guterres também expressou preocupação com relatos de violações em centros de detenção na Ucrânia, incluindo eletrocussão e espancamentos a prisioneiros ucranianos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que Rússia e Israel podem ser incluídos em um relatório como suspeitos de cometer violência sexual em conflitos. A advertência foi feita em 12 de setembro de 2023, com base em evidências de abusos em prisões e centros de detenção.
Guterres destacou que as forças armadas e de segurança de ambos os países estão envolvidas em comportamentos degradantes, como violência genital, nudez forçada e revistas íntimas abusivas. Ele expressou preocupação com informações sobre violações cometidas pelas forças israelenses contra palestinos em diversas instalações. Apesar de conversas entre autoridades israelenses e a ONU, Guterres afirmou que poucas informações foram fornecidas sobre responsabilização por incidentes de violência sexual.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, rejeitou as acusações, afirmando que a ONU deveria focar nos crimes de guerra do Hamas. O grupo palestino também negou as alegações, chamando-as de tentativas de desviar a atenção dos abusos cometidos por Israel em Gaza.
Em relação à Rússia, Guterres expressou preocupação com relatos de violações em 50 centros de detenção oficiais e 22 não oficiais na Ucrânia. Os casos incluem eletrocussão, espancamentos e humilhações a prisioneiros ucranianos, capturados desde o início do conflito em fevereiro de 2022. O relatório da ONU destaca a gravidade da situação e a necessidade de investigação e responsabilização.
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