- A operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo, resultou na prisão de Sidney Oliveira, proprietário da rede de farmácias Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor do grupo Fast Shop, além de dois auditores fiscais.
- As prisões ocorreram em 12 de agosto e estão ligadas a um esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão em propinas para acelerar a liberação de créditos tributários.
- As investigações começaram em fevereiro, após a identificação de enriquecimento suspeito de uma empresa sem atividades registrada em nome da mãe de um dos auditores, Artur Gomes da Silva Neto.
- Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia são acusados de facilitar aprovações irregulares de créditos tributários em troca de vantagens financeiras.
- A Secretaria da Fazenda de São Paulo está colaborando com as investigações e já aplicou 20 penalidades a servidores por desvios de conduta desde 2020.
Uma operação do Ministério Público de São Paulo, chamada Ícaro, resultou na prisão de Sidney Oliveira, proprietário da rede de farmácias Ultrafarma, e de Mário Otávio Gomes, diretor do grupo Fast Shop, além de dois auditores fiscais. As detenções ocorreram na terça-feira, 12 de agosto, e estão ligadas a um esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão em propinas para agilizar a liberação de créditos tributários.
As investigações começaram em fevereiro, após a descoberta de um enriquecimento suspeito de uma empresa sem atividades registrada em nome da mãe de um dos auditores, Artur Gomes da Silva Neto. Juntamente com Marcelo de Almeida Gouveia, Silva Neto é acusado de facilitar aprovações irregulares de créditos tributários em troca de vantagens financeiras. Este caso se insere em um contexto mais amplo de corrupção na Secretaria da Fazenda, que já havia sido exposta em operações anteriores, como a Zinabre, em 2015.
Contexto de Corrupção
A operação Zinabre revelou a chamada “Máfia do ICMS”, onde propinas de R$ 20 milhões foram pagas a auditores fiscais. Agora, a operação Ícaro traz à tona novas evidências de conivência entre auditores e empresários, levantando suspeitas sobre a participação de outras empresas do varejo. As investigações também incluem a análise de mensagens que indicam vazamentos de informações fiscais.
A Secretaria da Fazenda de São Paulo afirmou que está colaborando com as investigações e já instaurou procedimentos administrativos para apurar os fatos. Desde 2020, a secretaria aplicou 20 penalidades a servidores por desvios de conduta. As defesas dos acusados ainda não se manifestaram, alegando falta de acesso aos autos do processo.
A luta contra a corrupção na Secretaria da Fazenda continua, com a expectativa de que novas operações possam surgir a partir das evidências coletadas.
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