- Quatorze deputados estão sob investigação da Corregedoria da Câmara devido a um motim após a prisão de Jair Bolsonaro.
- A maioria das ações desses deputados, 78%, consiste em requerimentos, como pedidos de informação e convocações de autoridades.
- A média da Câmara é de 58% de requerimentos.
- O corregedor, Diego Coronel, intimou os parlamentares a apresentarem suas defesas em até cinco dias.
- Entre os investigados, apenas três estão entre os cinquenta que mais propuseram projetos de lei ou propostas de emenda à Constituição.
Os 14 deputados sob investigação da Corregedoria da Câmara, devido a um motim após a prisão de Jair Bolsonaro, têm se destacado por uma atuação mais combativa do que propositiva. A maioria de suas ações, 78%, consiste em requerimentos, como pedidos de informação e convocações de autoridades, em vez de projetos de lei ou propostas de emenda à Constituição (PECs).
Os dados revelam que, enquanto a média da Câmara apresenta 58% de requerimentos, entre os deputados investigados esse número sobe para 78%. O corregedor Diego Coronel intimou os parlamentares a apresentarem suas defesas em até cinco dias, com um processo que pode durar até 45 dias.
Entre os deputados, apenas três estão entre os 50 que mais propuseram projetos de lei ou PECs, e nenhum deles figura entre os dez primeiros. A atuação deles é marcada pela obstrução, com foco em temas como Administração Pública, que representa 34,4% de suas proposições, em contraste com a média de 11,9% na Câmara.
Os deputados que podem enfrentar punições incluem nomes como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG), este último exemplificando o perfil combativo do grupo, com apenas 3,8% de suas proposições sendo projetos de lei. O corregedor Coronel afirmou que cada caso será analisado individualmente, semelhante a uma audiência do Ministério Público.
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