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Emendas impositivas são essenciais para o desenvolvimento do país, afirmam especialistas

Estudos mostram que emendas impositivas aumentam a eficácia de políticas públicas e revelam disparidades nos repasses a prefeitos em anos eleitorais

Foto: Reprodução
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  • As emendas impositivas totalizam R$ 39 bilhões no Orçamento de 2025, permitindo que deputados e senadores direcionem recursos sem a aprovação do Executivo.
  • Desse total, R$ 24,6 bilhões são para emendas individuais e R$ 14,3 bilhões para emendas de bancadas estaduais.
  • Estudos mostram que prefeitos que recebem informações sobre políticas públicas implementam soluções 33% mais eficazes.
  • Pesquisa de Fernando Meireles indica que prefeitos de partidos com ministérios recebem até um terço a mais em repasses em anos eleitorais.
  • O Executivo deve orientar os ministérios a criar cartilhas sobre emendas e investir em tecnologia da informação para melhorar a comunicação com parlamentares.

Emendas impositivas: um debate necessário para o orçamento federal

As emendas impositivas, que totalizam R$ 39 bilhões no Orçamento de 2025, são essenciais para que deputados e senadores direcionem recursos sem a aprovação do Executivo. Desse montante, R$ 24,6 bilhões são destinados a emendas individuais e R$ 14,3 bilhões a emendas de bancadas estaduais. A discussão sobre sua eficácia é recorrente.

Estudos recentes indicam que prefeitos, ao receberem informações sobre políticas públicas, implementam soluções 33% mais eficazes. A pesquisa “How Research Affects Policy”, publicada em 2021, revela que gestores que têm acesso a dados sobre políticas efetivas buscam soluções para os problemas locais, não apenas recursos financeiros.

Na área da saúde, as emendas impositivas têm mostrado resultados positivos. Segundo uma nota técnica do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, entre 2016 e 2024, essas emendas ajudaram a custear despesas essenciais e a reduzir desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que recebem mais recursos para atenção básica.

Ministros e a responsabilidade nos gastos

Contrariando a ideia de que ministros são mais responsáveis na alocação de recursos, a pesquisa “Política Distributiva em Coalizão”, de Fernando Meireles, aponta que prefeitos de partidos que ocupam ministérios recebem até um terço a mais em repasses, especialmente em anos eleitorais. Esses gastos são mais difíceis de rastrear em comparação às emendas parlamentares.

Para melhorar a qualidade dos gastos, o Executivo deve orientar os ministérios a elaborar cartilhas que detalhem a proposição de emendas. Além disso, investir em tecnologia da informação é crucial para facilitar a comunicação entre parlamentares e gestores municipais. O Ministério da Gestão e Inovação pode utilizar R$ 73 milhões da taxa de corretagem das emendas para aprimorar esses processos.

Essas medidas simples podem ajudar a desmistificar a relação entre o Executivo e as emendas impositivas, reafirmando sua importância para o desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

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