- Uma descoberta arqueológica em Bedale, North Yorkshire, revelou um tesouro viking que destaca a importância das rotas comerciais.
- O tesouro inclui 29 lingotes de prata e joias, datados do final do século IX e início do século X.
- A pesquisa, realizada pela Universidade de Oxford, identificou moedas de prata islâmicas, indicando comércio com o Califado Islâmico.
- A diretora do projeto, Jane Kershaw, afirmou que a descoberta mostra a complexidade das interações culturais e comerciais dos vikings.
- A análise do tesouro enriquece o entendimento sobre a vida e a economia viking, além de suas técnicas de metalurgia.
Uma nova descoberta arqueológica em Bedale, North Yorkshire, revelou um tesouro viking que destaca a importância das rotas comerciais e a influência do Califado Islâmico na economia viking. A pesquisa, conduzida pela Universidade de Oxford, trouxe à tona lingotes de prata e joias que estavam esquecidos por mais de uma década.
A diretora do projeto, Jane Kershaw, afirmou que a descoberta é de importância internacional, pois confirma a extensão dos laços comerciais dos vikings com culturas distantes. O tesouro, datado do final do século IX e início do século X, inclui 29 lingotes de prata e colares elaborados. A análise revelou que a maior parte da prata provinha de minas da Europa Ocidental, mas também foram encontradas moedas de prata islâmicas, ou dirhams, que evidenciam o comércio com o Oriente Médio.
Impacto Cultural e Econômico
Kershaw destacou que a visão comum dos vikings como meros invasores é limitada. “A análise do Tesouro de Bedale mostra que isso é apenas parte da história,” afirmou. A riqueza viking não vinha apenas de saques, mas também de comércio lucrativo com o Califado Islâmico, que ampliou seu poder econômico. A prata trazida dessas regiões era transportada para as Ilhas Britânicas, reforçando a rede comercial escandinava.
Os estudos indicam que nove dos lingotes correspondem a moedas cunhadas no Califado Islâmico, em áreas que hoje são Irã e Iraque. A prata teria chegado à Escandinávia pelas rotas conhecidas como Austrvegr, antes de seguir para a Inglaterra. O tesouro também inclui peças de metal prateado com estilos distintos, como um colar formado por hastes torcidas, fundido a partir de uma mistura de prata oriental e ocidental.
Contribuições para a Arqueologia
Com essa descoberta, a Faculdade de Arqueologia contribui para um entendimento mais amplo da vida e da economia viking em Bedale. A pesquisa abrange desde os saques até o comércio com o Irã e o Iraque, além de técnicas de metalurgia pouco conhecidas. A análise do tesouro não apenas enriquece o conhecimento sobre os vikings, mas também revela a complexidade de suas interações culturais e comerciais ao longo da história.
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