- A escritora sul-coreana Han Kang lançou o livro “Sem Despedidas”, que aborda o massacre em Jeju, ocorrido no final da década de 1940.
- A obra foi inspirada em um sonho da autora, onde ela caminhava por uma planície coberta de neve, cercada por túmulos.
- A protagonista, Kyung-ha, cuida de um pássaro que pertence a sua amiga hospitalizada, Inseon, cuja mãe testemunhou o massacre.
- Han Kang se tornou a primeira sul-coreana a receber o Nobel de Literatura e destacou a importância de fazer perguntas urgentes em seus romances.
- A autora já havia explorado eventos históricos em sua obra anterior, “Atos Humanos”, que trata do massacre de Gwangju em 1980.
Recentemente, a escritora sul-coreana Han Kang lançou seu novo livro, “Sem Despedidas”, que explora o massacre em Jeju, ocorrido no final da década de 1940, onde cerca de 30 mil pessoas perderam a vida. A obra, que chega ao Brasil pela editora Todavia, foi inspirada em um sonho da autora, onde ela caminhava por uma planície coberta de neve, cercada por túmulos.
A protagonista do romance, Kyung-ha, vive uma experiência semelhante à de Han durante o sono. Ela é encarregada de cuidar de um pássaro que pertence a sua amiga hospitalizada, Inseon, cuja mãe foi testemunha do massacre. A narrativa se desenrola em uma casa repleta de mistérios e memórias, onde as personagens buscam entender o que aconteceu com seus parentes, misturando passado e presente.
Han Kang, que se tornou a primeira sul-coreana a receber o Nobel de Literatura, reflete sobre a conexão entre literatura e experiências humanas universais. Em seu discurso de aceitação do prêmio, ela destacou a importância de fazer perguntas urgentes através de seus romances, um processo que pode levar anos. A autora enfatiza que a literatura transcende nacionalidades e linguagens, criando um fluxo de conexão entre as pessoas.
A obra anterior de Han, “Atos Humanos”, também aborda um evento brutal da história da Coreia do Sul, o massacre de Gwangju em 1980. A escritora, que cresceu sob a sombra desse evento, afirma que suas histórias são uma forma de dar voz a experiências pessoais e coletivas, refletindo sobre a complexidade da vida e da morte.
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