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Israel intensifica bombardeios em Gaza e Hamas reporta 60 mortos em 24 horas

Aumento dos bombardeios israelenses em Gaza agrava crise humanitária e provoca mortes, enquanto proposta de cessar-fogo está em análise

Pessoas transportam o corpo do palestino Ahmed Balata, morto em um ataque israelense, segundo médicos, na Cidade de Gaza (Foto: Mahmoud Issa/Reuters)
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  • Israel intensificou os bombardeios na Cidade de Gaza, resultando em 61 mortes em 24 horas, conforme o Ministério da Saúde local.
  • Os ataques focaram nos bairros de Zeitoun e Shejaia, com tanques israelenses atingindo casas em Jabalia.
  • A situação humanitária se agrava, com milhares de deslocados e mortes por desnutrição e violência em centros de distribuição de alimentos.
  • Um plano de cessar-fogo, que inclui uma trégua de 60 dias e a libertação de reféns, aguarda aprovação, mas enfrenta críticas internacionais.
  • O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, foi alertado sobre os riscos para os reféns em caso de intensificação dos ataques.

Israel intensifica bombardeios em Gaza, resultando em 61 mortes em 24 horas

Na madrugada deste domingo (25), Israel lançou uma série de bombardeios na Cidade de Gaza, resultando em 61 mortes em apenas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde local. Os ataques, que visam desmantelar túneis do Hamas, devastaram ainda mais a região, já marcada por quase dois anos de conflito.

Os bombardeios ocorreram principalmente nos bairros de Zeitoun e Shejaia, com relatos de explosões constantes. Testemunhas afirmam que tanques israelenses atacaram casas e ruas em Jabalia, uma das áreas mais afetadas pela crise humanitária. O Ministério da Saúde de Gaza também reportou mortes por desnutrição e tiros em centros de distribuição de alimentos, evidenciando a gravidade da situação.

Cessar-fogo em discussão

A ofensiva israelense acontece em meio a um plano de cessar-fogo que aguarda aprovação. A proposta inclui uma trégua de 60 dias, a libertação de 10 reféns e a devolução de 18 corpos. Em contrapartida, Israel liberaria cerca de 200 prisioneiros palestinos. No entanto, a iniciativa enfrenta críticas de organizações humanitárias e da comunidade internacional, que temem pela segurança da população civil.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, foi alertado sobre os riscos que a tomada da Cidade de Gaza representa para a vida dos reféns, sequestrados durante os ataques de 7 de outubro. O Ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a cidade será arrasada a menos que o Hamas concorde com os termos de Israel.

Crise humanitária se agrava

A situação humanitária em Gaza se deteriora rapidamente, com milhares de pessoas sendo forçadas a deixar suas casas. A ONU relata que praticamente toda a população do território já se deslocou devido aos ataques. Mohammad, um residente, expressou sua frustração: “Parei de contar as vezes que tive que levar minha esposa e três filhas para deixar nossa casa.”

A fome também se espalha pela região, com um grupo de monitoramento afirmando que Gaza enfrenta uma crise alimentar severa. Desde o início do conflito, 289 pessoas, incluindo 115 crianças, morreram de desnutrição. Israel, por sua vez, contesta esses números e limita a entrada de ajuda humanitária no território.

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