- A Humain, empresa de inteligência artificial da Arábia Saudita, lançou o aplicativo Humain Chat, voltado para árabes e muçulmanos.
- O aplicativo utiliza o modelo de linguagem Allam, desenvolvido por talentos locais e alinhado com a herança islâmica.
- Humain Chat permite conversas bilíngues em árabe e inglês, além de suportar diversos dialetos árabes.
- O CEO da Humain, Tareq Amin, afirmou que o lançamento é um marco na busca por uma IA culturalmente autêntica.
- A empresa planeja investir em centros de dados e criar um fundo de capital de risco de US$ 10 bilhões até 2030.
A Humain, principal empresa de inteligência artificial da Arábia Saudita, lançou o Humain Chat, um aplicativo de IA conversacional voltado para árabes e muçulmanos. O produto, que utiliza o modelo de linguagem Allam, foi desenvolvido por talentos locais e está alinhado com os valores e a herança islâmica. O anúncio foi feito nesta segunda-feira.
O aplicativo, que inicialmente estará disponível apenas na Arábia Saudita, permitirá conversas bilíngues em árabe e inglês, além de suportar diversos dialetos árabes, como o egípcio e o libanês. Tareq Amin, CEO da Humain, destacou que este lançamento representa um “marco histórico” na busca por uma IA que seja tecnicamente avançada e culturalmente autêntica. A equipe que desenvolveu o chatbot contou com 120 especialistas em IA, sendo metade mulheres.
O modelo Allam foi treinado com dados que refletem a cultura da região, o que também pode ajudar a controlar as informações disponíveis. Este projeto é um desafio ao Falcon Arabic, um modelo semelhante em desenvolvimento por um braço de pesquisa do governo de Abu Dhabi. A Humain assumiu o controle do Allam da Autoridade Saudita de Dados e Inteligência Artificial (SDAIA), que havia colaborado com a IBM no desenvolvimento do modelo.
Além disso, a Humain está investindo em centros de dados, computação em nuvem e modelos de linguagem de grande porte, com planos de criar um fundo de capital de risco de US$ 10 bilhões. O CEO da empresa também anunciou a construção de 1,9 gigawatts em data centers até 2030. O lançamento do Allam ocorre em um contexto em que empresas globais reavaliam os custos de desenvolver modelos de IA do zero, destacando a importância de soluções regionais que atendam às necessidades locais.
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