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Modi visita China e sinaliza aproximação entre Índia e China em meio a rivalidades

Modi busca reestabelecer laços comerciais com a China e discutir investimentos na cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Tianjin

O presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi visitam o Templo Daci'en em 14 de maio de 2015 em Xi'an, China. (Foto: Sheng Jiapeng | CNSPHOTO | VCG | Getty Images)
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  • O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, visitará a China neste fim de semana para a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai.
  • Esta é a primeira viagem de Modi à China em sete anos, em um contexto de tensões comerciais e políticas.
  • As relações entre os dois países se deterioraram após confrontos na fronteira do Himalaia em 2020.
  • A Índia enfrenta tarifas elevadas dos Estados Unidos e busca novas parcerias econômicas, com um déficit comercial crescente com a China de US$ 99,2 bilhões.
  • Durante a cúpula, Modi e o presidente da China, Xi Jinping, discutirão comércio, investimentos e a normalização das relações.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, visitará a China neste fim de semana para a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai. Esta será sua primeira viagem ao país em sete anos, marcada por um contexto de tensões comerciais e políticas entre as duas nações.

A deterioração das relações entre Índia e China começou após os confrontos na fronteira do Himalaia em 2020. Recentemente, a Índia enfrentou tarifas elevadas dos Estados Unidos, o que a levou a buscar novas parcerias econômicas. Durante a cúpula em Tianjin, Modi se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir comércio e investimentos, com foco na diversificação das relações comerciais.

Dados recentes indicam que a Índia possui um déficit comercial crescente com a China, que alcançou US$ 99,2 bilhões no ano encerrado em março de 2025. Em contrapartida, a Índia desfruta de um superávit de US$ 45,8 bilhões com os EUA. A visita de Modi é vista como uma tentativa de normalizar as relações e buscar soluções para as preocupações comerciais.

Relações Comerciais e Dependência

A Índia tem buscado reduzir sua dependência da China em setores críticos, como eletrônicos e produtos químicos. Cerca de 70% dos ingredientes farmacêuticos ativos da Índia vêm da China, o que torna a indústria vulnerável a interrupções. Além disso, a Índia planeja aumentar a adoção de veículos elétricos, mas depende de componentes essenciais que são majoritariamente importados da China.

Durante a cúpula, espera-se que Modi e Xi abordem questões como o acesso ao mercado e a necessidade de fortalecer os laços comerciais. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, já expressou que ambos os países devem se ver como “parceiros” e não como adversários.

Sinais de Aproximação

Após a visita de Wang, foram anunciadas a retomada de voos diretos entre Índia e China e a reabertura do comércio em três pontos de fronteira. Essas ações indicam um movimento em direção à normalização das relações, apesar das desconfianças históricas.

Empresas indianas, como Reliance e Adani, estão buscando parcerias com empresas chinesas, enquanto o mercado de veículos elétricos na Índia representa uma oportunidade para a expansão de empresas chinesas, que enfrentam um cenário de superprodução em seu país.

A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai poderá oferecer uma visão mais clara sobre a dinâmica entre Índia e China, que, apesar das rivalidades, podem encontrar um terreno comum em meio a desafios econômicos globais.

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