- O kibbutz de Hanita, fundado em 1938 na fronteira entre Israel e Líbano, enfrenta a intensificação do conflito na região.
- Após a invasão israelense ao Líbano em 2024, cerca de 1 milhão de pessoas foram deslocadas no país, e entre 60 mil e 96 mil israelenses evacuados do norte de Israel.
- Aproximadamente 4.000 pessoas morreram em bombardeios israelenses no Líbano, enquanto Israel afirma ter eliminado 3.800 membros do Hezbollah e perdido 86 soldados.
- O governo libanês, liderado por Joseph Aoun, busca desarmar o Hezbollah, mas moradores de Hanita permanecem céticos quanto a essa possibilidade.
- A ONU planeja encerrar sua missão de paz até 2027, uma decisão que é vista como uma vitória para Israel.
O kibbutz de Hanita, fundado em 1938 na fronteira entre Israel e Líbano, tem enfrentado a intensificação do conflito na região. Após a invasão israelense ao Líbano em 2024, cerca de 1 milhão de pessoas foram deslocadas no país, enquanto entre 60 mil e 96 mil israelenses foram evacuados do norte de Israel. Os moradores de Hanita, que sofreram ataques de mísseis do Hezbollah, começam a retornar após a derrota da milícia.
Entre outubro de 2023 e novembro de 2024, 4.000 pessoas morreram em bombardeios israelenses no Líbano, segundo o governo libanês. Israel afirma ter eliminado 3.800 membros do Hezbollah, enquanto perdeu 86 soldados. O conflito culminou na morte do líder da milícia, Hassan Nasrallah, e deixou o Hezbollah em sua posição mais fraca em décadas.
Situação Atual
O governo libanês, liderado por Joseph Aoun, busca desarmar o Hezbollah, mas moradores de Hanita permanecem céticos quanto a essa possibilidade. Aoun, eleito em janeiro de 2024, promete que o Estado será o único ator armado no Líbano, enquanto tenta acabar com a ocupação israelense no sul do país. As negociações entre Beirute, Tel Aviv e Washington sobre o desarmamento da milícia estão em andamento.
A ONU, que atua na região desde 1978, planeja encerrar sua missão de paz até 2027, uma decisão que representa uma vitória para Israel, que critica a eficácia da Unifil em desarmar o Hezbollah. Durante a invasão, Israel foi acusado de atacar bases da Unifil.
Retorno dos Moradores
Em Hanita, a maioria dos moradores ainda não retornou, mesmo com o cessar-fogo em vigor. A tenente-coronel da reserva Sarit Zehavi destaca que a segurança só será garantida se o governo libanês demonstrar ações concretas contra o Hezbollah. A história recente mostra que promessas de segurança podem ser rapidamente desfeitas, como ocorreu em 2000, quando Israel se retirou do Líbano, permitindo que o Hezbollah retornasse rapidamente à região.
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