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Jamaica reduz violência de gangues e se destaca na região caribenha

Jamaica registra queda de 43% nos homicídios, mas mudança política pode ameaçar os avanços no combate ao crime organizado

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e Primeiro-Ministro da Jamaica, Andrew Holness, realizam coletiva de imprensa em Kingston (Foto: Reprodução)
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  • A taxa de homicídios na Jamaica caiu 43% nos primeiros sete meses de 2024 em comparação ao ano anterior.
  • Essa redução é atribuída a esforços do governo, liderados pelo primeiro-ministro Andrew Holness, no combate ao crime organizado.
  • Holness intensificou ações contra gangues desde 2016, resultando em uma queda de 18,7% nos homicídios de 2023 para 2024.
  • Se a tendência continuar, a taxa de homicídios pode ficar abaixo de 25 por 100 mil habitantes, nível não visto desde 1991.
  • Outros países do Caribe, como Barbados, enfrentam aumento na violência, enquanto a abordagem da Jamaica se concentra na desarticulação de organizações criminosas.

A Jamaica tem enfrentado altas taxas de homicídio por quase quatro décadas, frequentemente atribuídas a gangues e problemas sociais. No entanto, desde 2022, a taxa de homicídios no país tem apresentado uma queda significativa. Nos primeiros sete meses de 2024, a redução foi de 43% em comparação ao ano anterior.

Essa diminuição é resultado de esforços governamentais focados no combate ao crime organizado, liderados pelo primeiro-ministro Andrew Holness. Desde que assumiu o cargo em 2016, Holness intensificou as ações contra as gangues, o que culminou em uma queda de 18,7% nos homicídios de 2023 para 2024. Se a tendência continuar, a taxa de homicídios pode cair para menos de 25 por 100 mil habitantes, um nível não visto desde 1991.

Contexto Internacional

Enquanto a Jamaica observa essa redução, outros países do Caribe enfrentam um aumento na violência. Por exemplo, Barbados registrou um aumento de 138% em sua taxa de homicídios entre 2023 e 2024. Apesar de intervenções internacionais, como as da USAID, não terem conseguido impactar as taxas de homicídio na região, a Jamaica parece estar seguindo um caminho diferente.

Os programas de violência e prevenção financiados por parceiros estrangeiros, como a USAID, não abordaram diretamente as causas profundas da violência, que incluem a competição territorial entre gangues. Em contraste, a abordagem de Holness tem sido mais direta, focando na desarticulação das organizações criminosas.

Desafios Futuros

Entretanto, a continuidade dessa redução pode estar em risco. A vitória do partido opositor, o People’s National Party (PNP), nas eleições de 3 de setembro, poderia levar a uma mudança na abordagem, priorizando a violência como um problema de saúde pública, em vez de um desafio de segurança. Essa mudança poderia resultar em um retrocesso nas conquistas recentes.

A experiência de programas anteriores, que não conseguiram reduzir as taxas de homicídio, destaca a necessidade de uma abordagem mais eficaz. A Jamaica precisa de estratégias que não apenas tratem os sintomas da violência, mas que também abordem as estruturas subjacentes que sustentam as gangues e a criminalidade.

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