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China forma aliança com Índia e Rússia para desafiar influência dos EUA

Líderes da Organização de Cooperação de Xangai discutem integração econômica e proposta de banco de desenvolvimento na cúpula de Tianjin

Xi Jinping discursa durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Tianjin, China (Foto: Reprodução)
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  • A Organização de Cooperação de Xangai (OCS) realizou uma cúpula em Tianjin no dia 1º de setembro, com a presença de líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Narendra Modi.
  • O evento teve como foco a promoção de um “mundo multipolar ordenado” e a integração econômica entre os países membros.
  • Xi Jinping destacou a importância da integração e propôs a criação de um banco de desenvolvimento da OCS.
  • A reaproximação entre China e Índia foi um dos principais temas, com Modi visitando a China pela primeira vez em sete anos.
  • A OCS, que cresceu de seis para dez membros plenos, busca se posicionar como um contrapeso à hegemonia ocidental, atraindo novos países interessados em alternativas à ordem global dominada pelos EUA.

A Organização de Cooperação de Xangai (OCS) realizou uma cúpula em Tianjin, onde líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Narendra Modi se reuniram para discutir a criação de um “mundo multipolar ordenado”. O evento, que ocorreu no dia 1º, contou com a presença de 20 governantes e teve como foco a integração econômica entre os países membros.

Durante seu discurso, Xi enfatizou a importância da integração em vez da dissociação, propondo que a OCS sirva como base para uma nova governança global. A reaproximação entre China e Índia foi um dos principais tópicos, com Modi participando de sua primeira visita à China em sete anos, um marco nas relações entre os dois países.

Xi também sugeriu a criação de um banco de desenvolvimento da OCS, visando explorar o potencial econômico do grupo. A China já investiu US$ 84 bilhões em países membros e planeja aumentar esse valor nos próximos três anos. A cúpula ocorre em um contexto de crescente instabilidade internacional, com a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, refletindo a necessidade de uma alternativa à hegemonia ocidental.

Desafios e Oportunidades

Analistas apontam que a união dos países na OCS é mais uma resposta às políticas dos EUA do que um consenso de objetivos. Apesar das diferenças internas, a OCS se posiciona como um contrapeso à ordem global dominada pelo Ocidente. A presença de Modi e a proposta de um banco de desenvolvimento são vistas como tentativas de fortalecer laços entre os membros.

Putin, por sua vez, utilizou a cúpula para reforçar a imagem da Rússia como uma potência global, culpando o Ocidente pela guerra na Ucrânia. A OCS, que cresceu de seis para dez membros plenos, continua a expandir sua influência, atraindo países que buscam alternativas à hegemonia ocidental.

A cúpula também abordou a adesão de novos membros, como o Laos, e a possibilidade de inclusão de países do Cáucaso Meridional. A OCS, embora não tenha sido criada para se opor diretamente aos EUA, se tornou um espaço importante para a promoção de uma nova ordem global, onde países não ocidentais buscam maior influência.

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