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Frieze Seoul avança apesar da turbulência externa e desafios enfrentados

Frieze Seoul atraiu 160 instituições e registrou vendas expressivas, destacando o crescimento de colecionadores asiáticos, especialmente do Japão

Visitante na Frieze Seoul 2025 observa obras de arte em uma galeria (Foto: Reprodução)
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  • A Frieze Seoul, feira de arte na Coreia do Sul, ocorreu de 3 a 6 de setembro no Coex, em Gangnam.
  • A quarta edição teve forte presença institucional e vendas expressivas, com destaque para colecionadores japoneses.
  • O evento coincidiu com a Korea International Art Fair (Kiaf), atraindo um público mais jovem e diversificado.
  • Galerias renomadas reportaram vendas significativas, como a Hauser & Wirth, que vendeu uma obra de Mark Bradford por $ 4,5 milhões.
  • O otimismo no mercado de arte coreano é evidente, com planos para a nova feira Hive em maio de 2026.

A Frieze Seoul, uma das principais feiras de arte da Coreia do Sul, ocorreu de 3 a 6 de setembro e destacou-se pela robustez institucional e vendas expressivas. A quarta edição, realizada no Coex em Gangnam, atraiu um número crescente de colecionadores asiáticos, especialmente do Japão.

O evento, que ocorreu simultaneamente à Korea International Art Fair (Kiaf), trouxe uma nova dinâmica ao mercado de arte local. Riccardo Chesti, diretor associado da Massimo di Carlo Hong Kong, afirmou que as expectativas eram baixas, mas o resultado superou as previsões. A feira tem atraído um público mais jovem e diversificado, refletindo mudanças no perfil dos colecionadores.

Patrick Lee, diretor da Frieze Seoul, mencionou que, apesar das preocupações econômicas, as vendas de arte de qualidade continuam a ocorrer. A presença de 160 instituições internacionais, incluindo curadores renomados, reforçou a importância do evento. Benedicto Audi Jericho, diretor da Kohesi Initiatives, destacou a relevância de interações entre arte e questões sociais, especialmente em um contexto de protestos na Indonésia.

Presença de Celebridades e Colecionadores

O primeiro dia da feira foi marcado por uma multidão animada, com a presença de estrelas do K-pop e figuras políticas, como a primeira-dama da Coreia do Sul. A Seoul Art Week, que coincidiu com a Frieze, trouxe uma série de festas e eventos que aumentaram a visibilidade do evento.

Os colecionadores japoneses foram particularmente ativos, representando mais da metade dos compradores, segundo Kana Kawanishi, diretora de uma galeria de Tóquio. A feira contou com 121 galerias, das quais 31 eram coreanas e 45 de outros países asiáticos, com um forte destaque para o Japão.

Vendas e Expectativas Futuras

As vendas foram significativas, com galerias de renome reportando transações de alto valor. A Hauser & Wirth vendeu uma obra de Mark Bradford por USD 4,5 milhões, enquanto a Gallery Hyundai destacou vendas de obras de artistas coreanos por valores que variaram de USD 150 mil a USD 600 mil.

O otimismo em relação ao mercado de arte coreano é palpável, com a Gallery Hyundai planejando lançar uma nova feira chamada Hive em maio do próximo ano. O cenário artístico da Coreia do Sul continua a se expandir, com eventos como o Art Busan e o Art Daegu programados para o futuro próximo.

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