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Coreia do Norte aumenta execuções por consumo de filmes e programas estrangeiros

Relatório da ONU aponta aumento da pena de morte e trabalho forçado na Coreia do Norte, com a situação dos direitos humanos em deterioração

Vida sob o regime de Kim Jong Un se tornou mais difícil e as pessoas estão mais temerosas, segundo o relatório (Foto: Reprodução)
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  • Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revela um agravamento da situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, com aumento na aplicação da pena de morte e no uso de trabalho forçado.
  • O documento, divulgado em setembro de 2025, destaca a intensificação da repressão pelo regime de Kim Jong Un, especialmente contra quem consome conteúdo estrangeiro.
  • A pesquisa incluiu mais de 300 entrevistas com desertores e indica que a vigilância sobre a população se tornou mais rigorosa, com novas leis permitindo a pena de morte para crimes menores.
  • O uso de trabalho forçado aumentou, com pessoas de famílias empobrecidas sendo recrutadas para brigadas de choque, enfrentando condições perigosas.
  • Entre 80 mil e 120 mil pessoas estão detidas em campos de prisioneiros, onde ocorrem torturas e execuções. A ONU pede que a situação seja encaminhada ao Tribunal Penal Internacional.

Um novo relatório da ONU revela um agravamento alarmante da situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, com um aumento na aplicação da pena de morte e no uso de trabalho forçado. O documento, divulgado em setembro de 2025, destaca que o regime de Kim Jong Un intensificou a repressão, especialmente contra aqueles que assistem ou compartilham conteúdo estrangeiro.

A pesquisa, baseada em mais de 300 entrevistas com desertores, aponta que a vigilância sobre a população se tornou mais intensa, impulsionada por avanços tecnológicos. O relatório afirma que nenhuma outra população no mundo enfrenta restrições tão severas. Desde 2015, novas leis têm permitido a aplicação da pena de morte para crimes que antes eram considerados menores, como a visualização de dramas de TV estrangeiros.

Aumento da Repressão

O documento também revela que o uso de trabalho forçado se expandiu significativamente. Pessoas de famílias empobrecidas são recrutadas para “brigadas de choque”, onde realizam tarefas fisicamente extenuantes, como construção e mineração. Apesar da esperança de melhorar seu status social, muitos enfrentam condições perigosas e até fatais. O governo glorifica as mortes, apresentando-as como sacrifícios em nome de Kim Jong Un.

Além disso, a situação alimentar da população é crítica. A maioria dos entrevistados relatou não ter o suficiente para comer, e a pandemia de Covid-19 exacerbou a escassez, resultando em mortes por fome. O regime também intensificou a repressão ao comércio informal, dificultando a sobrevivência das famílias.

Condições nos Campos de Prisioneiros

O relatório menciona que entre 80.000 e 120.000 pessoas estão detidas em campos de prisioneiros, onde as violações de direitos humanos incluem tortura e execuções. Apesar de algumas melhorias limitadas, como a redução da violência por parte dos guardas, as condições permanecem severas. Muitos desertores relataram ter testemunhado mortes devido a maus-tratos e desnutrição.

A ONU pede que a situação seja encaminhada ao Tribunal Penal Internacional e solicita que o governo norte-coreano encerre os campos de prisioneiros e a pena de morte. O alto comissário de direitos humanos, Volker Türk, enfatizou que a população jovem do país demonstra um forte desejo de mudança, reforçando a necessidade de ação internacional.

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