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Festival inédito celebra ritmos latinos e vozes de migrantes na Maré

Festival Movimentos Migrantes no Centro de Artes da Maré celebra diversidade cultural com dança, performances e oficinas gratuitas neste fim de semana

Festival Movimentos Migrantes oferece oficinas de dança afro-brasileira e afro-cubana, além de percussão moçambicana (Foto: Reprodução)
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  • O Festival Movimentos Migrantes ocorre no Centro de Artes da Maré neste fim de semana e no próximo, sempre às 14h.
  • O evento é gratuito e celebra a diversidade cultural da comunidade, que inclui migrantes de Cuba e Moçambique.
  • A programação conta com apresentações de dança, performances, videoarte e oficinas, idealizadas pela dançarina cubana Miriam Miralles.
  • A equipe do festival é composta majoritariamente por negros, migrantes e periféricos, refletindo a pluralidade da comunidade.
  • Entre as atividades, haverá oficinas de dança e percussão afro-brasileira, afro-cubana e moçambicana, além de pocket shows de artistas locais.

O Festival Movimentos Migrantes acontece no Centro de Artes da Maré neste fim de semana e no próximo, sempre às 14h. O evento, que é gratuito, celebra a diversidade cultural da comunidade, marcada por deslocamentos e a presença de migrantes de várias partes do mundo, como Cuba e Moçambique.

A primeira edição do festival traz uma programação rica com apresentações de dança, performances, videoarte e oficinas. A idealizadora, a dançarina cubana Miriam Miralles, destaca a importância de reconhecer a história da Maré e valorizar artistas que vivem processos de deslocamento. Miriam, que reside no Rio desde 2013, busca transformar sua experiência de não pertencimento em um gesto coletivo.

O festival também é um espaço de resistência e afirmação cultural. A equipe é majoritariamente composta por negros, migrantes e periféricos, refletindo a pluralidade da comunidade. A curadoria do evento é dividida em dois eixos: Cosmopoéticas da Terra e Emigração Latino-americana, priorizando artistas que afirmam suas identidades.

Entre os participantes, Luyd Carvalho, morador da Maré, apresenta sua videodança “Um por todos”. Ele ressalta a importância do festival para ampliar o alcance de artistas afro-latinos e periféricos. Thaina Iná, que apresenta a videoperformance “Ponta solta”, também destaca o reconhecimento de seu trabalho e a representatividade que o evento proporciona.

Programação do Festival

O festival inclui oficinas de dança e percussão afro-brasileira, afro-cubana e moçambicana. Neste sábado, haverá uma oficina de dança afro-brasileira com Fábio Batista, seguida de uma mostra de videoarte. No domingo, a programação continua com uma oficina de percussão afro-brasileira e o espetáculo “Terreno fértil”.

No próximo fim de semana, o festival traz mais oficinas e performances, incluindo uma oficina de percussão moçambicana e pocket shows de artistas como Kalebe e DJ Aiyra. O evento se propõe a ser um espaço de criação e inovação, combatendo estereótipos e promovendo a valorização da diversidade cultural.

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