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Hashim Thaçi nega responsabilidade em acusações de 10 crimes de guerra em Kosovo

Hashim Thaçi defende-se no Tribunal Especial para Kosovo, alegando falta de poder decisório no Exército de Libertação do Kosovo.

Ex-presidente de Kosovo Hashim Thaci comparece ao seu julgamento por crimes de guerra em La Haya, Países Baixos (Foto: Reprodução)
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  • Hashim Thaçi, ex-presidente do Kosovo, iniciou sua defesa no Tribunal Especial para Kosovo, onde é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade relacionados ao conflito de 1998-1999.
  • Thaçi se declarou inocente e argumenta que não tinha poder de decisão no Exército de Libertação do Kosovo (ELK).
  • O primeiro testemunho foi de James Rubin, ex-subsecretário de Estado dos EUA, que afirmou que Thaçi era visto como um reflexo do ELK, mas não tinha autoridade para decisões.
  • A defesa apresentou vídeos para reforçar a ideia da limitação de poder de Thaçi.
  • A promotoria alega que ele liderou uma campanha violenta contra opositores políticos e minorias étnicas. A defesa deve prosseguir até novembro, com a sentença prevista para 2026.

Hashim Thaçi, ex-presidente do Kosovo, iniciou sua defesa no Tribunal Especial para Kosovo, onde enfrenta acusações de crimes de guerra e contra a humanidade relacionados ao conflito de 1998-1999. Thaçi, que se declarou inocente, argumenta que não tinha poder de decisão no Exército de Libertação do Kosovo (ELK) e que buscou apoio ocidental para a paz.

Durante a audiência, o primeiro testemunho foi de James Rubin, ex-subsecretário de Estado dos EUA, que afirmou que Thaçi era visto como um reflexo do ELK, mas carecia de autoridade para tomar decisões. Rubin comparou Thaçi ao político irlandês Gerry Adams, destacando que os comandantes do ELK eram os responsáveis pelas ações militares. Ele também lembrou que, na época, a segurança da população era uma prioridade nas discussões sobre a independência do Kosovo.

Os advogados de Thaçi apresentaram vídeos para reforçar a ideia de sua limitação de poder. O Tribunal, criado em 2015, começou a julgar Thaçi em abril de 2023, quase cinco anos após sua renúncia. A promotoria alega que ele liderou uma campanha violenta contra opositores políticos e minorias étnicas para consolidar o controle sobre o território.

Recentemente, milhares de kosovares se reuniram em La Haya, pedindo um julgamento justo para Thaçi e outros acusados. Os manifestantes, que vieram de diversos países, expressaram que a corte parece parcial em relação à guerra que travaram contra a opressão da Sérvia. A defesa de Thaçi deve prosseguir até novembro, com a sentença prevista para 2026.

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