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Migrantes deportados pelos EUA para Gana são enviados de volta a países de origem

Migrantes deportados dos EUA para Gana enfrentam risco de perseguição e tortura ao serem enviados de volta à Nigéria e Gâmbia

Homem é arrestado durante operativos de segurança em Washington (Foto: Reprodução)
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  • Quatorze cidadãos de países da África Ocidental foram deportados dos Estados Unidos para Gana em cinco de setembro, em um acordo controverso entre os governos dos EUA e de Gana.
  • Após chegarem a Gana, os deportados foram enviados de volta para seus países de origem, Nigéria e Gâmbia, onde enfrentam risco de perseguição e tortura.
  • Advogados questionaram a legalidade da deportação, alegando que os migrantes tinham proteções legais nos EUA, incluindo uma suspensão de deportação.
  • O ministro de Comunicações de Gana, Felix Kwakye Ofosu, confirmou a repatriação e o ministro de Relações Exteriores, Samuel Okudzeto Ablakwa, defendeu a decisão por razões humanitárias.
  • Um dos deportados, identificado como K.S., já está em Gâmbia e teme por sua vida devido à criminalização de sua orientação sexual no país.

Os 14 cidadãos de países da África Ocidental deportados dos Estados Unidos para Gana enfrentam agora uma situação crítica. Após a chegada a Gana, eles foram enviados de volta para seus países de origem, Nigéria e Gâmbia, onde correm risco de perseguição e tortura.

A deportação ocorreu em 5 de setembro, em um acordo controverso entre os governos dos EUA e de Gana. A legalidade dessa repatriação foi questionada por advogados dos migrantes, que alegaram que eles tinham proteções legais nos EUA, incluindo uma suspensão de deportação. Uma juíza de Washington, Tanya Chutkan, expressou preocupações sobre a legalidade do processo e a falta de ações do governo americano para evitar a deportação.

O ministro de Comunicações de Gana, Felix Kwakye Ofosu, confirmou que os deportados já haviam sido enviados de volta para seus países de origem. O ministro de Relações Exteriores, Samuel Okudzeto Ablakwa, defendeu a decisão, afirmando que foi tomada por razões humanitárias e sem compensação financeira dos EUA.

Um dos deportados, identificado como K.S., já está em Gâmbia, onde enfrenta perseguição por sua orientação sexual. Gâmbia criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo, e K.S. teme por sua vida. A situação dos deportados levanta questões sobre as políticas de imigração dos EUA e os direitos humanos em países que recebem migrantes.

A deportação foi realizada em segredo, com os migrantes sendo retirados de um centro de detenção em Alexandria, Louisiana, e levados a Gana em um avião militar. As condições em Gana foram descritas como deploráveis, com falta de água e abrigo adequado. Organizações de direitos humanos expressaram preocupação com o padrão de deportações para países onde os migrantes enfrentam riscos significativos.

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