- As autoridades israelenses interceptaram mais de 400 ativistas da flotilha que tentava chegar a Gaza, incluindo 65 cidadãos espanhóis.
- A Marinha israelense deteve os membros da flotilha em águas internacionais e mais de 250 ativistas já passaram por identificação. Eles estão sendo levados ao porto de Ashdod.
- Outros 150 ativistas permanecem sob custódia militar e devem ser transferidos até a próxima sexta-feira.
- A bordo do navio turco Avni Yolcu, ativistas iniciaram uma greve de fome em protesto à detenção, buscando chamar a atenção para suas reivindicações.
- O governo de Benjamin Netanyahu elogiou a operação militar, afirmando que foi necessária para impedir a entrada de navios em uma zona de guerra e para proteger a segurança nacional.
As tensões em torno da flotilha que tentava chegar a Gaza aumentaram após a interceptação de mais de 400 ativistas pelas autoridades israelenses. O governo de Benjamin Netanyahu já havia manifestado sua oposição a essas iniciativas, considerando-as uma provocação inaceitável.
Na noite de quarta-feira, 1º de outubro, a Marinha israelense deteve os membros da flotilha em águas internacionais, incluindo 65 cidadãos espanhóis. A polícia informou que mais de 250 ativistas passaram por um rigoroso processo de identificação e estão sendo levados ao porto de Ashdod. Outros 150 permanecem sob custódia militar e devem ser transferidos até a próxima sexta-feira.
Greve de Fome e Reação do Governo
A bordo do navio turco Avni Yolcu, onde estavam mais de 60 ativistas, iniciou-se uma greve de fome em protesto à detenção. Um ativista relatou que a situação é crítica e que os manifestantes buscam chamar a atenção para suas reivindicações.
Netanyahu elogiou a atuação das forças armadas, afirmando que a operação foi realizada de forma “profissional e eficiente”. Ele destacou que a ação foi necessária para impedir a entrada de “dezenas de buques em uma zona de guerra” e para barrar uma suposta campanha de deslegitimação de Israel. O país mobilizou todos os recursos aéreos, marinhos e terrestres disponíveis, conseguindo interceptar 10 dos 14 navios da flotilha.
O governo israelense considera as tentativas de aproximação à Gaza como uma ameaça à segurança nacional. As autoridades seguem firmes em sua decisão de deportar os ativistas, que foram acusados de provocação em águas internacionais.
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