- A relação entre a Europa e a Rússia se deteriora após a invasão da Ucrânia, com aumento das tensões e preocupações sobre segurança.
- O vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Sergiy Kyslytsia, afirmou que a Rússia já está em guerra com a Europa e prevê uma escalada das hostilidades.
- Kyslytsia destacou incursões de drones russos em países da União Europeia e a infiltração de agentes russos em nações europeias.
- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, se reuniu com líderes da União Europeia em Copenhague, onde se discutiu a gravidade da situação atual.
- Kyslytsia enfatizou a necessidade de uma resposta transatlântica decisiva para conter as ações russas e alertou sobre a falta de uma resposta coletiva que pode agravar o conflito.
A relação entre a Europa e a Rússia se agrava, especialmente após a invasão da Ucrânia. O vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Sergiy Kyslytsia, alertou que a Rússia já está em guerra com a Europa e prevê uma escalada das hostilidades. Em entrevista, ele destacou que as recentes incursões de drones russos em países da União Europeia são tentativas de “mover as linhas vermelhas”.
Kyslytsia afirmou que as ações do Kremlin visam provocar humilhação no Ocidente, o que pode levar a uma resposta mais agressiva de Vladimir Putin. Ele enfatizou a necessidade de uma resposta transatlântica decisiva para conter as ações russas. O vice-ministro também mencionou a infiltração de agentes russos em países europeus, que estariam envolvidos nas operações de drones.
Incursões e Ameaças
Recentemente, a Rússia enviou drones para a Polônia e violou o espaço aéreo da Estônia. Além disso, incidentes em aeroportos de Munique e Copenhague levantaram suspeitas de envolvimento russo, embora Moscou tenha negado qualquer responsabilidade. Kyslytsia classificou esses agentes como “konservy”, que poderiam ser ativados por Moscou quando necessário.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, se reuniu com líderes da UE em Copenhague, onde a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que a Europa enfrenta sua situação mais crítica desde a Segunda Guerra Mundial. Kyslytsia acredita que muitos líderes europeus estão se conscientizando da ameaça, embora ainda haja resistência entre especialistas e políticos ocidentais.
Necessidade de Ação
A guerra, segundo Kyslytsia, está se tornando favorável à Ucrânia, apesar da continuidade das ofensivas russas. Ele destacou a importância de uma educação maior sobre a realidade do conflito, que não se resume a tanques e tropas em campo, mas também envolve ciberataques e guerras híbridas. A falta de uma resposta coletiva pode levar a uma escalada das hostilidades por parte da Rússia, que continua a ameaçar a segurança europeia.
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