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Israel expulsa 29 ativistas da flotilha de ajuda humanitária a Gaza

Israel deporta 29 ativistas de flotilha que tentava levar ajuda a Gaza, totalizando 170 deportações desde o início de setembro.

© gazafreedomflotilla/Instagram
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  • Israel deportou mais 29 ativistas de uma flotilha que buscava entregar ajuda humanitária a Gaza, totalizando 170 deportações entre mais de 450 detidos desde outubro de 2023.
  • A flotilha, que partiu no final de agosto, desafiava o bloqueio naval imposto por Israel, que considera a ação uma provocação e defende a legalidade do bloqueio.
  • Ativistas alegam maus-tratos, incluindo negação de acesso a advogados e abuso físico, o que é negado pelo governo israelense, que afirma respeitar os direitos legais dos detidos.
  • A organização Adalah relatou casos de abuso, incluindo uma mulher muçulmana forçada a remover o hijab, enquanto Israel afirma que todos os detidos têm acesso a alimentação e higiene.
  • Novas tentativas de flotilhas estão em andamento, com uma expedição de 11 embarcações, incluindo médicos e jornalistas, desafiando as alegações de que a ajuda humanitária era mínima.

Israel deportou mais 29 ativistas que estavam a bordo de uma flotilha destinada a entregar ajuda humanitária a Gaza. O Ministério das Relações Exteriores informou que, desde o início da ofensiva contra o Hamas em outubro de 2023, já foram deportados pelo menos 170 ativistas entre os mais de 450 detidos.

A flotilha, que partiu no final de agosto, visava desafiar o bloqueio naval imposto por Israel. O governo israelense considera a flotilha uma provocação e afirma que o bloqueio é legal. No entanto, os ativistas alegam que estão sendo alvo de maus-tratos, incluindo a negação de acesso a advogados. O Ministério das Relações Exteriores de Israel nega essas acusações e afirma que todos os direitos legais dos detidos foram respeitados.

Acusações de Maus-Tratos

A organização Adalah, que representa os ativistas, revelou que alguns detidos relataram abuso físico e a negação de tratamento médico. Um caso específico envolveu uma mulher muçulmana que teria sido forçada a remover seu hijab. Em resposta, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores rejeitou as alegações, afirmando que todos os detidos tinham acesso a água, comida e banheiros.

Os governos da Grécia e da África do Sul também se manifestaram sobre a situação de seus cidadãos detidos, afirmando que estavam em boas condições de saúde. A Grécia anunciou que seus 27 cidadãos seriam deportados na segunda-feira, enquanto a África do Sul confirmou que sua delegação visitou os detidos.

Novas Tentativas de Flotilhas

Apesar das deportações, novas tentativas de flotilhas continuam. Uma nova expedição, composta por 11 embarcações, está em andamento, incluindo médicos e jornalistas a bordo. Os organizadores da flotilha contestam as alegações de que a ajuda humanitária transportada era mínima. As autoridades israelenses, por sua vez, afirmam que ofereceram transferir a ajuda para Gaza em coordenação com governos estrangeiros.

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