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Kremlin classifica Kasparov, Jodorkovski e 21 opositores como terroristas

Serviço Federal de Segurança (FSB) abre casos penais contra Mijaíl Jodorkovski, Garry Kasparov e 21 dissidentes por terrorismo e tomada de poder

Kremlin classifica Kasparov, Jodorkovski e 21 opositores como terroristas
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  • O Serviço Federal de Segurança (FSB) anunciou a abertura de dois processos penais por terrorismo contra Mijaíl Jodorkovski, Garry Kasparov e vinte e um membros do Comitê Antibélico, com envolvimento de Ilia Yashin e Vladímir Kara-Murza.
  • As acusações incluem tentativa de tomada de poder e participação em organização terrorista; o FSB afirma que o Comitê Antibélico, criado em dois mil e vinte e dois, busca eliminar o governo russo e financia recrutamento de grupos paramilitares ucranianos, sem apresentar evidências concretas.
  • O Comitê Antibélico, criado para responder à invasão da Ucrânia, atua como plataforma de oposição e defesa de paz; o site, bloqueado na Rússia, aponta a guerra como resultado de ações de um ditador desconectado da realidade.
  • Além dos citados, críticos do Kremlin como Leonid Gozman e Marat Gelman também enfrentam ameaças de terrorismo, em um clima de repressão que rotula opositores como agentes estrangeiros.
  • Yashin manifestou indignação por ser considerado terrorista enquanto, segundo ele, o governo comete atrocidades, destacando o aumento da periculosidade para a oposição no país.

O governo russo, sob a liderança de Vladímir Putin, intensificou sua repressão contra a oposição no exílio. O Serviço Federal de Segurança (FSB) anunciou a abertura de dois processos penais por terrorismo contra figuras proeminentes, incluindo Mijaíl Jodorkovski, Garry Kasparov e 21 membros do Comitê Antibélico. As acusações envolvem também os dissidentes Ilia Yashin e Vladímir Kara-Murza.

As acusações do FSB incluem tentativa de tomada de poder e participação em organização terrorista. O FSB alega que o Comitê Antibélico, fundado em 2022, busca a eliminação do governo russo e supostamente financia atividades de recrutamento de grupos paramilitares ucranianos. No entanto, não foram apresentadas evidências concretas para sustentar essas alegações.

Contexto da Repressão

O Comitê Antibélico, criado em resposta à invasão da Ucrânia, se posiciona como uma plataforma para promover a paz e a solidariedade entre os russos que se opõem à guerra. Em seu site, bloqueado na Rússia, a organização ressalta que a guerra é resultado das ações de um “ditador desconectado da realidade”. Membros do comitê, como Jodorkovski, enfatizam a necessidade de resistência e mobilização contra o regime.

Além dos citados, outros críticos do Kremlin, como Leonid Gozman e Marat Gelman, também enfrentam a ameaça de acusações de terrorismo. O clima de repressão se agrava, com opositores já rotulados como “agentes estrangeiros”, o que limita severamente suas atividades políticas e profissionais.

Yashin, que anteriormente denunciou a inclusão em listas de extremistas, expressou sua indignação, afirmando que enquanto o governo russo comete atrocidades, ele é rotulado como terrorista. O cenário para a oposição na Rússia torna-se cada vez mais perigoso, com a repressão se intensificando à medida que o governo busca silenciar vozes críticas.

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