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Lula defende a Venezuela diante de pressões dos Estados Unidos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defende a Venezuela diante da escalada militar dos EUA no Caribe, após Trump admitir autorizar CIA contra Caracas

O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sá/AFP
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  • Lula da Silva reafirmou a defesa da soberania da Venezuela durante evento do 16º Congresso do Partido Comunista do Brasil em Brasília, ressaltando que cada país tem o direito de decidir seu destino sem ingerência externa.
  • Ele destacou que a Venezuela não deve ser vista como extensão do Brasil e que a intervenção de outros países é inaceitável, em meio a ações militares dos Estados Unidos na região.
  • O contexto envolve Donald Trump, que admitiu ter autorizado operações da Agência Central de Inteligência contra Caracas e mencionou possíveis ataques terrestres a cartéis de narcotráfico na Venezuela.
  • Os EUA aumentaram a presença militar no Caribe, com mobilização de aviões de guerra e navios da Marinha; ataques a embarcações ligadas ao narcotráfico resultaram em 27 mortes desde agosto, gerando apreensão sobre mudança de regime.
  • O almirante Alvin Holsey, responsável pelas operações contra narcotráfico, anunciou aposentadoria após um ano no cargo, refletindo a instabilidade nas ações militares dos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou, nesta quinta-feira, 16, sua defesa à soberania da Venezuela em meio a crescentes ações militares dos Estados Unidos na região. Durante um evento do 16º Congresso do PCdoB em Brasília, Lula destacou que cada país deve ter o direito de decidir seu próprio destino, sem intervenções externas.

A declaração ocorre em um contexto onde o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu ter autorizado operações da CIA contra Caracas. Trump também mencionou a possibilidade de ataques terrestres contra supostos cartéis de narcotráfico na Venezuela. Lula enfatizou que a Venezuela não deve ser vista como uma extensão do Brasil e que a ingerência de outros países é inaceitável.

O aumento da presença militar dos EUA no Caribe, que inclui a mobilização de aviões de guerra e navios da Marinha, tem alarmado Caracas. Desde agosto, os Estados Unidos realizaram ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico, resultando na morte de 27 pessoas. Essas ações geram preocupações sobre uma possível mudança de regime na Venezuela, com o objetivo de destituir o presidente Nicolás Maduro.

As tensões entre Brasil e Estados Unidos aumentam, com Lula defendendo uma postura de independência regional e criticando a intervenção externa. O almirante Alvin Holsey, que supervisionou as operações contra o narcotráfico, anunciou sua aposentadoria após um ano no cargo, refletindo a instabilidade nas ações militares da potência norte-americana.

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