- A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão, com alcance estimado de 350 quilômetros, na manhã de quarta-feira, 22 de outubro, partindo da província de Hwanghae do Sul e caindo em território norte‑coreano.
- A ação é vista como desafio direto a Washington e Seul, representando a primeira provocação armamentista desde que Lee Jae‑myung assumiu a presidência da Coreia do Sul, em junho; os canais de diálogo entre os dois países estão cortados desde 2022.
- O lançamento ocorreu poucos dias antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Ásia, e da cúpula da Fórum de Cooperação Econômica da Ásia‑Pacífico (APEC), marcada para a próxima semana.
- Em Pyongyang, houve recente desfile militar que exibiu novos mísseis, incluindo o Hwasong‑20, um míssil balístico intercontinental, sinalizando fortalecimento do arsenal.
- Analistas dizem que o cenário pode abrir espaço para discussões entre Trump e Kim Jong‑un, mas observam que Pyongyang pode exigir concessões significativas, como alívio de sanções, para retomar conversas formais.
A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão, em um ato considerado um desafio direto a Washington e Seul. O teste ocorreu poucos dias antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Ásia e da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), marcada para a próxima semana.
Os mísseis foram disparados na manhã de quarta-feira, 22 de outubro, a partir da província de Hwanghae do Sul, e percorreram cerca de 350 quilômetros antes de cair em território norte-coreano. Essa ação representa a primeira provocação armamentista desde que Lee Jae-myung assumiu a presidência da Coreia do Sul, em junho. Desde 2022, os canais de comunicação entre os dois países estão cortados, e o regime de Kim Jong-un rejeitou tentativas de diálogo.
Contexto Diplomático
O lançamento ocorre em um momento de crescente especulação sobre um possível reaproximamento entre Trump e Kim. A cúpula da APEC contará com a presença de líderes globais, incluindo o presidente da China, Xi Jinping, e poderá ser uma oportunidade para discussões informais. Analistas preveem que a Coreia do Norte poderia realizar mais testes para reforçar sua posição como potência nuclear e pressionar por alívio nas sanções econômicas.
Além disso, um desfile militar recente em Pyongyang exibiu novos mísseis, incluindo o Hwasong-20, um balístico intercontinental. A situação é complexa, pois Kim, apesar de estar mais fortalecido, pode estar disposto a retomar as conversas, desde que os Estados Unidos abandonem a exigência de desnuclearização.
O cenário atual é diferente do passado, com Kim mais confiante em seu arsenal e em sua posição interna. Fontes indicam que discussões sobre um encontro entre Trump e Kim estão sendo consideradas em Washington, embora ainda não haja negociações formais. A expectativa é que qualquer diálogo futuro possa exigir concessões significativas de ambas as partes.
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