- Austrália se destaca como maior doadora de ajuda ao Pacífico, devendo fornecer 43% da assistência oficial de desenvolvimento até 2028, enquanto China amplia o alcance com financiamentos menores, porém mais frequentes.
- A assistência oficial de desenvolvimento para o Pacífico caiu 16% em 2023, totalizando US$ 3,6 bilhões, segundo o Lowy Institute.
- O relatório aponta que a redução da ajuda dos Estados Unidos prejudica a posição da região, abrindo espaço para a China se apresentar como parceiro confiável.
- Riley Duke, autor do estudo, diz que a estabilidade da ajuda australiana e o aumento de financiamentos de infraestrutura ajudam a mitigar os efeitos das quedas de outros doadores.
- A Austrália trabalha com Fiji e Papua Nova Guiné para melhorar a resposta a desastres; Nova Zelândia assumirá o comando regional de um grupo de resposta a partir de 2026, conforme reunião de ministros da defesa do Pacífico em 2025.
Relatórios recentes indicam que a Austrália se destaca como o maior doador de ajuda ao Pacífico, enquanto a influência da China na região cresce. O estudo do Lowy Institute revela que a assistência oficial de desenvolvimento (ODF) para o Pacífico caiu 16% em 2023, totalizando US$ 3,6 bilhões, marcando o segundo ano consecutivo de queda. Ao mesmo tempo, a Austrália deve fornecer 43% da ODF regional até 2028, superando em mais de duas vezes o apoio combinado de Japão, EUA e outros aliados.
O relatório destaca que a redução da ajuda dos EUA prejudica sua posição no Pacífico, permitindo que a China se apresente como um parceiro confiável. Riley Duke, autor do estudo, afirma que a estabilidade na ajuda australiana e o aumento no financiamento de infraestrutura ajudam a mitigar os impactos das reduções de outros doadores. A análise sugere que a China, embora gastando menos que há uma década, está intensificando sua presença por meio de iniciativas comunitárias menores e mais frequentes, aumentando seus laços políticos e sociais.
A Resposta da Austrália
A Austrália está colaborando com nações do Pacífico Sul, como Fiji e Papua Nova Guiné, para melhorar a resposta a desastres naturais. O ministro da Defesa australiano, Richard Marles, participou da reunião de ministros da defesa do Pacífico em 2025, onde se decidiu avançar na formação de um grupo de resposta regional. Este grupo terá um modelo de localização compartilhada, com Nova Zelândia assumindo o comando por dois anos a partir de 2026.
O estudo do Lowy Institute, que abrange mais de 38 mil projetos e US$ 80 bilhões de assistência, revela que a China está mudando sua abordagem, focando em projetos menores, mas com um alcance mais profundo nas comunidades do Pacífico. Alexandre Dayant, líder do projeto, ressalta que o verdadeiro custo das reduções na ajuda dos EUA não será apenas financeiro, mas também em termos de confiança.
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