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Cômputo oficial na Tanzânia aponta vitória da presidenta com 98% dos votos

Tanzania declara vitória de Samia Suluhu Hassan com 97,6% dos votos e 87% de participação, em meio a protestos, toque de queda e internet cortada

José Naranjo
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  • A Tanzânia vive tensão após a eleição presidencial em que Samia Suluhu Hassan foi declarada vencedora com 97,6% dos votos, com participação oficial de cerca de 87%, em meio a protestos, toque de recolher e interrupção da internet.
  • Os protestos começaram na quarta-feira e resultaram em mortes cuja contagem varia entre 150 e 700, segundo diversas fontes; a oposição Chadema acusa fraude e pediu intervenção de organismo internacional para novas eleições, representada pelo porta-voz John Kitoka.
  • Em Dar es Salaam, três dias de manifestações levaram a forte presença policial; o governo chamou os incidentes de focos isolados de criminalidade, e o ministro das Relações Exteriores, Mahmoud Kombo Thabit, disse que as forças de segurança agiram rapidamente, sem divulgar números de mortos ou feridos.
  • A Organização das Nações Unidas expressou preocupação e pediu proteção aos direitos de reunião pacífica e de expressão; o secretário-geral António Guterres solicitou uma investigação sobre os acontecimentos.
  • A vitória ocorre em um contexto de repressão sob o Chama Cha Mapinduzi (CCM), partido que controla o país desde 1977; Suluhu Hassan assumiu em 2021, após a morte do presidente John Magufuli, e, apesar de prometer mudanças, há críticas pela atuação contra a oposição e o que dizem ser o desaparecimento de ativistas.

A Tanzânia vive um momento de intensa tensão política após a recente eleição presidencial, na qual Samia Suluhu Hassan foi declarada vencedora com 97,6% dos votos. A votação ocorreu em meio a protestos massivos e um clima de repressão, que resultaram em um toque de recolher e interrupção da internet. A participação oficial foi de aproximadamente 87%, apesar de relatos de violência e distúrbios.

Os protestos, que começaram na quarta-feira, resultaram em um número de mortos que varia entre 150 e 700, segundo diferentes fontes. A oposição, representada pelo partido Chadema, que foi excluído das eleições, criticou os resultados, chamando-os de “burla ao processo democrático”. O porta-voz do partido, John Kitoka, pediu a intervenção de um organismo internacional para supervisionar novas eleições.

Crise Pós-Eleitoral

As ruas de Dar es Salaam, capital econômica do país, foram tomadas pela polícia após três dias de manifestações, as mais severas em décadas. O governo classificou os incidentes como “focos isolados de criminalidade”, minimizando a gravidade da situação. O ministro das Relações Exteriores, Mahmoud Kombo Thabit, afirmou que as forças de segurança agiram rapidamente para controlar a situação, mas não forneceu números sobre mortos e feridos.

A Organização das Nações Unidas expressou preocupação com a crise, pedindo que o governo proteja os direitos de reunião pacífica e liberdade de expressão. O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou as mortes e pediu uma investigação sobre os acontecimentos.

Antecedentes e Consequências

A vitória de Suluhu Hassan ocorre em um contexto de repressão crescente sob o Chama Cha Mapinduzi (CCM), partido que controla o país desde 1977. A presidente assumiu o cargo em 2021, após a morte de John Magufuli, e inicialmente despertou esperanças de mudança ao libertar prisioneiros políticos. No entanto, as recentes restrições à oposição e as alegações de desaparecimentos de ativistas fazem parte de um padrão de autoritarismo que marcou a história política da Tanzânia.

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