- Pelo menos cinquenta e quatro pessoas ficaram feridas em explosões ocorridas numa mesquita de uma escola em Jacarta, na Indonésia, durante as orações de sexta-feira; o suspeito é um aluno do 12º ano, de 17 anos, que também ficou ferido e está em cirurgia.
- As explosões foram ouvidas por volta do meio-dia, quando o sermão estava prestes a começar, e testemunhas relataram pânico e fumaça no local.
- A polícia encontrou um revólver de brinquedo pertencente ao suspeito, com inscrições associadas a slogans de supremacia branca; a investigação avalia a possível ligação com bullying como motivação.
- Não se descarta que o ataque tenha natureza terrorista; a polícia investiga como a arma de brinquedo foi montada e se há ligação com o ataque em Christchurch, na Nova Zelândia, em dois mil e dezenove.
- A maioria dos feridos sofreu queimaduras e cortes de estilhaços, com muitos próximos ao alto-falante da mesquita; o governo oferece apoio psicológico a alunos e professores afetados, e a segurança na capital segue sob controle.
Pelo menos 54 pessoas ficaram feridas em explosões ocorridas em uma mesquita de uma escola em Jacarta, na Indonésia, durante as orações de sexta-feira. O incidente envolveu um aluno do 12º ano, de apenas 17 anos, que também se feriu e está passando por cirurgia. As autoridades investigam as causas e o possível envolvimento do bullying como motivação.
As explosões foram ouvidas por volta do meio-dia, quando o sermão estava prestes a começar. Testemunhas relataram pânico entre os alunos, que tentaram fugir enquanto fumaça cinza preenchia o local. A polícia encontrou um revólver de brinquedo pertencente ao suspeito, com inscrições que remetem a slogans de supremacia branca. O chefe da polícia nacional, Listyo Sigit Prabowo, afirmou que o jovem é um dos dois estudantes que estão se recuperando de ferimentos causados pelas explosões.
Investigação em Andamento
A polícia está apurando se o ataque pode ser classificado como um ato terrorista. Sigit destacou que ainda é cedo para fazer qualquer especulação sobre a motivação do ataque, mas a investigação está se concentrando em como o suspeito conseguiu montar a arma de brinquedo e a ligação com o ataque em Christchurch, na Nova Zelândia, em 2019.
A maioria das vítimas sofreu queimaduras e cortes de estilhaços, com muitos feridos próximos ao alto-falante da mesquita. Segundo o porta-voz da polícia de Jacarta, Budi Hermanto, a coleta de informações está sendo dificultada, pois muitos testemunhos vêm de pessoas que também são vítimas. Ele acrescentou que o governo está oferecendo suporte psicológico a alunos e professores afetados.
A situação de segurança na capital foi considerada sob controle, e as autoridades pedem calma à população. Vídeos nas redes sociais mostraram alunos em pânico, tentando se proteger dos estilhaços e do barulho ensurdecedor das explosões.
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