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Ataques dos EUA nas Caraíbas deixam criminosos e pescadores entre as vítimas

AP identifica quatro mortos entre as vítimas de ataques de Trump a navios no Caribe; familiares contestam narcoterrorismo e denunciam execuções extrajudiciais

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  • O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, intensificou ataques a navios no Caribe desde setembro, alegando narcoterrorismo; já são vinte e duas embarcações envolvidas e mais de sessenta mortos, com a AP começando a identificar vítimas.
  • A Associated Press identificou quatro vítimas entre os mortos e investiga a identidade de outras cinco; familiares contestam a classificação de narcoterroristas e dizem que muitos eram trabalhadores apenas buscando sustento.
  • Moradores relatam que a maioria dos envolvidos operava barcos pela primeira vez, recebendo cerca de quinhentos dólares por viagem.
  • Entre as vítimas identificadas estão Robert Sánchez, de quarenta e dois anos, pescador; Luis Che Martínez, de sessenta anos; Dushak Milovcic, de vinte e quatro; e Juan Carlos El Guaramero Fuentes, motorista de transporte público. Sánchez vivia renda mensal de cem dólares.
  • A reação do governo diz que cada barco afundado pode salvar vinte e cinco mil vidas; as operações teriam envolvido cocaína, não apenas opióides sintéticos. O Pentágono reiterou que os envolvidos eram narcoterroristas. Washington também aumentou a recompensa pela captura de Nicolás Maduro para cinquenta milhões de dólares.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, intensificou ataques a navios no Caribe desde setembro, alegando que as embarcações estariam ligadas ao narcoterrorismo. Até o momento, mais de 60 pessoas morreram nos confrontos, envolvendo 17 embarcações. A Associated Press (AP) começou a identificar as vítimas, revelando que entre os mortos estão um ex-militar, um pescador e um motorista de táxi.

A AP identificou quatro vítimas confirmadas e investiga a identidade de outras cinco. Os familiares contestam a classificação de narcoterroristas, afirmando que muitos dos mortos eram apenas trabalhadores em busca de sustento. Em entrevistas, moradores locais relataram que a maioria dos envolvidos operava esses barcos pela primeira vez, recebendo cerca de 500 dólares por viagem.

Vítimas e Contexto

Dentre os identificados, destaca-se Robert Sánchez, de 42 anos, um pescador reconhecido por suas habilidades. Ele aceitou trabalhar para os narcotraficantes na esperança de conseguir um motor de barco melhor, já que sua renda mensal era de apenas 100 dólares. Luis Che Martínez, de 60 anos, era um conhecido chefe do crime local, enquanto Dushak Milovcic, de 24 anos, e Juan Carlos El Guaramero Fuentes, um motorista de transporte público, também foram vítimas.

Familiares expressam indignação, alegando que os homens foram alvo de execuções extrajudiciais. Historicamente, os barcos envolvidos em tráfico eram interceptados e os tripulantes eram processados, mas agora, segundo relatos, os traficantes de alto nível evitam os riscos, contratando novatos.

Reação do Governo dos EUA

O governo Trump defende suas ações, afirmando que cada barco afundado poderia salvar 25 mil vidas americanas, embora os barcos estivessem transportando principalmente cocaína, e não opióides sintéticos, que são mais letais. O Pentágono reiterou sua posição de que os envolvidos nas operações eram narcoterroristas, conforme informações de inteligência. Ao mesmo tempo, Washington aumentou a pressão sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, elevando a recompensa pela sua captura para 50 milhões de dólares.

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