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Dmitri Muratov denuncia repressão russa; Putin zomba de políticos europeus

Muratov alerta, no Vigo Global Summit, sobre ressurgimento do fascismo, censura global e redes de verificação, com jovens editores exilados para Riga

El periodista ruso Dmitri Muratov, el pasado 12 de noviembre en el Auditorio do Mar de Vigo.
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  • Dmitri Muratov, Nobel da Paz de 2021, falou no Vigo Global Summit sobre o ressurgimento do fascismo e a censura global, destacando o fechamento de Nóvaya Gazeta e ataques à imprensa na Rússia.
  • Ele relatou que jovens se exilaram em Riga para criar uma edição europeia, enquanto os mais velhos permanecem em Moscou para manter a publicação.
  • O jornalista mencionou colaborações com Maria Ressa e plataformas na China, além de propor redes internacionais de verificação para combater a desinformação.
  • Muratov criticou a atuação da União Europeia diante da repressão russa, acusando interesses energéticos de sobrepor direitos humanos em alguns casos.
  • Em meio ao cenário, ele afirmou não ter esperança: reconheceu a força dos jovens contrários à guerra, mas disse ser necessário reconstruir a verdade e a imprensa globalmente.

Dmitri Muratov, Nobel da Paz em 2021, participou do Vigo Global Summit em Vigo, na Espanha, para alertar sobre o ressurgimento do fascismo e a censura global. O jornalista informou que a imprensa crítica enfrenta fechamento de veículos e perseguição, citando casos na Rússia e a situação de Nóvaya Gazeta.

Ele explicou que, desde 2000, quando Vladimir Putin chegou ao poder, a liberdade de imprensa tem sido colocada à prova. Muratov lembrou que a redeação de Nóvaya Gazeta já enfrentou censura, fechamento de linhas editoriais e assassinatos de jornalistas, incluindo após Beslán e a morte de Anna Politkóvskaya. O jornalista descreveu o ambiente como cada vez mais perigoso para quem informa.

Colaborações internacionais

Muratov anunciou colaborações com a ganhadora do Nobel Maria Ressa e com plataformas na China para ampliar a verificação de informações. A proposta envolve redes internacionais de checagem e combate à desinformação, com participação de veículos independentes.

Deslocamento da redação

Segundo Muratov, os jovens editores da redação optaram pelo exílio em Riga, Letônia, para manter uma edição europeia de Nóvaya Gazeta, enquanto os jornalistas veteranos permanecem em Moscou. A equipe realizou uma votação entre leitores para decidir se a publicação permaneceria ativa sob censura.

Veracidade e contexto político

O jornalista ressaltou que a União Europeia, em certos momentos, não atuou de forma suficiente em defesa de direitos humanos, citando críticas a tratados com Gazprom por alguns líderes europeus. Muratov enfatizou a necessidade de instrumentos democráticos na UE, como o Parlamento, para contrabalançar abusos de poder e defender a liberdade de imprensa.

Futuro da imprensa e censura

Muratov defendeu a criação de redes de jornalistas que verifiquem informações de maneira independente, especialmente em um cenário em que empresas de tecnologia podem reduzir ferramentas de checagem. Ele informou que o trabalho de Nóvaya Gazeta continua sendo divulgado por meio de Telegram e YouTube, com alcance internacional.

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