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Hondurenhos votam sob ameaça de Trump de cortar ajuda se seu candidato perder

Trump ameaça cortar ajuda caso Asfura não vença; perdoação de Hernández vira elemento central, em pleito com três candidatos empatados e votação em curso

Nasry Asfura, Rixi Moncada and Salvador Nasralla are neck-and-neck in current polling.
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  • Honduras realiza eleição com votação aberta das sete da manhã por dez horas, para presidente, Congresso e prefeitos, com primeiros resultados esperados no domingo.
  • Nasry “Tito” Asfura, do Partido Nacional (direita), é o favorito segundo pesquisas, disputando votos com Rixi Moncada (Libre) e Salvador Nasralla (Liberal).
  • Donald Trump ameaça cortar ajuda aos hondurenhos se Asfura não vencer, condicionando o apoio dos EUA ao resultado da votação.
  • Trump também anunciou perdão ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, condenado nos Estados Unidos por tráfico de cocaína e outros crimes.
  • O pleito se desenrola em meio a tensões políticas e sociais, com histórico de governos de esquerda e o golpe de 2009, além de desconfiança sobre a lisura do processo.

Honduras iniciou neste domingo as eleições para presidente, Câmara única, governadores e prefeitos, em meio a tensões políticas e econômicas. As urnas abriram às 7h e funcionaram por 10 horas, com os primeiros resultados esperados ainda neste domingo. O pleito ocorre no contexto de governos de esquerda, Lenin Xiomara Castro, e de seu antecessor Manuel Zelaya, derrubado em 2009.

Pelo lado das candidaturas, o favoritoK é Nasry Nasry “Tito” Asfura, do Partido Nacional, ex-prefeito de Tegucigalpa. Os adversários mais próximos são Rixi Moncada, do Libre, com histórico de atuação no governo, e Salvador Nasralla, do Liberal, ex-apresentador de TV. A disputa é descrita como um duelo direto entre propostas de continuidade e mudança.

Contexto e candidatos

Moncada atua como porta-voz de uma leitura que aponta a eleição como escolha entre uma oligarquia associada ao golpe de 2009 e a democracia socialista. Moncada já ocupou pastas no governo de Zelaya e de Castro. Nasralla, que já integrou o governo de Castro, tornou-se uma voz de oposição após romper com o partido governista. Asfura tem base local sólida como ex-prefeito da capital.

Intervenção externa e clima eleitoral

O pleito ocorre em meio a uma intervenção externa: o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, condicionou ajuda aos Honduras à vitória de Asfura. Em rede social, Trump sugeriu que não continuará a apoiar o país caso Asfura não vença. Em outra decisão de alto impacto, Trump anunciou a concessão de perdão ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, condenado nos EUA por tráfico de drogas, em meio a críticas sobre o uso de medidas para influenciar o processo eleitoral.

O país mantém preocupações com a integridade das eleições, após acusações de fraude eleitoral feitas por ambos os lados. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral pediu contenção de linguagem para evitar confrontos e violências durante o pleito único. Asfura destacou distância de Hernández, afirmando não ter ligações com ações ilegais associadas ao ex-parlamentar.

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