- O Fund for Responding to Loss and Damage (FRLD) foi criado após o pedido de um fundo de perdas e danos no COP27, em 2022, e abriu a primeira chamada de US$ 250 milhões no COP30.
- O FRLD surge como marco internacional para a recuperação de Paquistão, que também enfrenta dificuldades para destravar financiamentos além do prometido em Genebra.
- O Paquistão busca diversificar fontes de funding com financiamentos domésticos e instrumentos como green sukuk e panda bonds; reformas incluem o National Adaptation Plan (2023) e a National Climate Finance Strategy.
- Cerca de metade dos US$ 5,3 bilhões já alocados para projetos climáticos ainda aguarda desembolso; é necessário melhorar a rigorosidade, transparência e coordenação entre níveis federal e provincial.
- Governo paquistanês tem incentivado financiamento doméstico e parcerias público-privadas, enquanto trabalha para preencher a lacuna de financiamento de adaptação estimada em 40 a 50 bilhões de dólares por ano.
O Paquistão encara novos desafios para destravar financiamento climático após as enchentes de 2022. O país busca diversificar fontes e acelerar desembolsos do FRLD, criado no COP27, e ampliar o uso de instrumentos locais como green sukuk e panda bonds.
Desde 2023, Islamabad implementa reformas como o National Adaptation Plan e a National Climate Finance Strategy. O objetivo é reduzir a dependência de empréstimos e aumentar a transparência, para atender exigências de financiadores globais.
O que aconteceu: o FRLD abriu sua primeira chamada de US$ 250 milhões no COP30, em Belém. Entretanto, metade dos US$ 5,3 bilhões já alocados ainda aguarda desembolso, segundo o governo. Há expectativa de repasse no curto prazo.
Quem está envolvido: instituições paquistanesas, financiadores multilaterais e fundos especiais, incluindo Green Climate Fund e Global Environment Facility, além de bancos locais e órgãos de planejamento. Especialistas ressaltam a necessidade de projetos com rigor técnico.
Quando e onde: os movimentos de diversificação de fontes ocorrem entre 2023 e 2025, com foco em obras no Paquistão. Os recursos devem apoiAR a adaptação climática, infraestrutura e reconstrução após desastres.
Por quê: a meta é reduzir vulnerabilidade frente a eventos extremos, aumentar a fiscalização de gastos e cumprir exigências de credenciamento para acessar fundos internacionais. A expectativa é reduzir o gargalo entre promessa e implementação, fortalecendo a resiliência nacional.
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