- Em Pequim, o presidente francês Emmanuel Macron pediu ao presidente chinês Xi Jinping apoio para encerrar a guerra na Ucrânia e corrigir desequilíbrios comerciais.
- Xi expressou desejo de paz, mas afirmou que a China não responsabiliza terceiros pelo conflito e defendeu relações econômicas equilibradas.
- Macron e Xi anunciaram cooperação econômica bilateral e foram assinados contratos, com Macron acompanhado de executivos de grandes empresas francesas.
- O encontro ocorreu no Grande Salão do Povo, e há previsão de uma reunião de alto nível em Chengdu, onde dois pandas devolvidos à França foram recebidos.
- A visita representa a quarta visita de Estado de Macron à China desde 2017, em meio a uma diplomacia dos pandas e a um cenário de tensões com os EUA.
O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu a Xi Jinping apoio da China para encerrar a guerra na Ucrânia e corrigir desequilíbrios comerciais. A reunião ocorreu em Pequim, nesta quinta-feira, 4 de abril, durante visita de Macron com uma delegação de Executivos de grandes empresas. Xi sinalizou desejo de paz, mas rejeitou assumir responsabilidade direta pelo conflito.
Macron afirmou ter discutido de forma ampla a situação na Ucrânia e destacou o objetivo de um cessar-fogo rápido. O líder francês reforçou a importância de cooperação econômica entre os dois países, enfatizando a busca por um ambiente de negócios justo. Xi, por sua vez, defendeu que as relações bilaterais avancem de maneira equilibrada, sem culpar terceiros.
Em Pequim, Macron foi recebido no Grande Salão do Povo pela presença de Brigitte Macron e de Peng Liyuan, esposa de Xi. A comitiva francesa incluiu 35 executivos de empresas como Airbus, EDF e Danone, entre outras, que participaram de acordos e assinaram cartas de intenções para ampliar investimentos e cooperação tecnológica.
Contratos e diplomacia econômica
Nesta quinta-feira, ocorreram assinaturas de contratos entre empresas francesas e chinesas, com foco em cooperação econômica e ambiental. As tratativas também abordaram mecanismos para ampliar o comércio bilateral e incentivar investimentos recíprocos. Um acordo específico sobre a diplomacia dos pandas foi firmado, com detalhes não revelados, destacando a continuidade de acordos culturais e institucionais.
O encontro ocorre na esteira das tensões comerciais entre UE e China, e da posição de Pequim como importante parceiro estratégico de Moscou. Macron já havia colocado a China como parceiro decisivo para a resolução do conflito na Ucrânia, enquanto Pequim evita responsabilizar diretamente qualquer parte do conflito.
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