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EUA reafirmam liderança na América Latina em resposta à China

Estados Unidos reeditam a Doutrina Monroe com o "Corolário Trump", buscando hegemonia hemisférica, frear a China e influenciar acordos regionais

© Reuters/Proibida reprodução
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  • EUA publicaram a Estratégia Nacional de Segurança, reafirmando a Doutrina Monroe com a proeminência de Washington no Hemisfério Ocidental.
  • O documento aponta objetivos como ampliar o acesso a locais estratégicos e expulsar empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região.
  • O texto é visto como recado à China, buscando conter a influência de Pequim na América Latina e reforçar atuação no Caribe e no Panamá.
  • A política ameaça alinhar governos e movimentos que compartilhem princípios dos EUA, condicionando alianças à redução da influência externa adversária.
  • O documento destaca o papel das empresas americanas, com ênfase em diplomacia comercial, contratos de fornecimento exclusivos e cooperação de segurança.

O governo dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira (5) a Estratégia Nacional de Segurança Nacional, reafirmando a Doutrina Monroe com a proeminência dos EUA no Hemisfério Ocidental. O documento, divulgado pela Casa Branca, afirma que Washington buscará controlar recursos estratégicos e infraestrutura na região para proteger o país e seus interesses.

A estratégia indica a aplicação de um Corolário Trump à Doutrina Monroe, apresentando uma releitura do marco histórico do século XIX. O objetivo formal é ampliar o acesso a locais de importância estratégica e reduzir a presença de atores estrangeiros que possam comprometer a soberania americana.

A publicação aponta que os EUA vão priorizar alianças na região, usando diplomacia econômica, acordos comerciais e, quando necessário, medidas de pressão econômica para favorecer empresas americanas. A ideia é fortalecer parcerias que compartilhem dos princípios da política externa norte-americana.

Recado à China

Segundo o professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo, Alexandre Pires, a nova política funciona como recado direto a Pequim, visando conter a influência chinesa na América Latina. Ele afirma que há sinais de maior atuação dos EUA no Caribe e em áreas estratégicamente sensíveis da região.

O documento afirma que medidas de contenção incluirão ações para evitar que contratos com infraestrutura na região beneficiem empresas de fora do hemisfério. Também há menção a maior mobilização diplomática e militar para influenciar decisões regionais, sempre buscando evitar que adversários externos tenham vantagens estratégicas.

Impactos e instrumentos

A Casa Branca sustenta que adultos motores da política externa deverão reforçar a cooperação com o setor privado dos EUA. Funcionários de embaixadas devem facilitar a atuação de companhias americanas para competir e prosperar na região. Condições de acordos com países dependentes dos EUA devem favorecer fornecimento exclusivo de empresas norte-americanas.

O texto também enfatiza o uso de tarifas e acordos comerciais recíprocos como ferramentas de diplomacia econômica, sem abandonar a cooperação em segurança. Entre os instrumentos citados estão o compartilhamento de informações, exercícios conjuntos e venda de material militar, quando houver alinhamento estratégico.

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