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Hong Kong orienta mídia estrangeira a não provocar após incêndio

OSNS convoca jornalistas internacionais para dizer que não tolera ingerência nem desinformação, após o incêndio no Wang Fuk Court deixar 159 mortos.

Police officers wearing PPE walk next to the Wang Fuk Court housing complex after the deadly fire in Tai Po, Hong Kong, on 3 December.
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  • O Office for Safeguarding National Security (OSNS), criado em 2020, convocou jornalistas internacionais, entre eles a New York Times e a Agence France-Presse, para dizer que não tolerará “ingerência” e campanhas de desinformação.
  • Em encontro na OSNS, um responsável acusou jornalistas de manchar o governo, sem apresentar exemplos específicos ou abrir espaço para perguntas, segundo a AFP.
  • A OSNS publicou, online, que alguns veículos estrangeiros disregardaram fatos, espalharam informações falsas e distorceram o trabalho de resposta a desastres.
  • O fogo ocorrido no Wang Fuk Court, em Hong Kong, deixou pelo menos 159 mortos, sendo o pior desastre residencial na cidade em setenta e cinqüenta anos, com o edifício passando por reformas e materiais inflamáveis encontrados no local.
  • Hong Kong tem um sistema político sob o princípio “um país, dois sistemas”; mudanças eleitorais de 2021 passaram a privilegiar candidatos leais a Pequim, e a eleição marcada para o próximo domingo foi alvo de críticas de dissidências.

A security agência de Beijing em Hong Kong convocou jornalistas estrangeiros para uma reunião com a OSNS, instituição criada em 2020. O objetivo, segundo relatos, foi informar que não tolerará tentativas de provocar futilidades e campanhas de desinformação sobre a cidade.

Participaram repórteres de veículos como New York Times e Agence France-Presse. A OSNS alegou que certos veículos teriam disregardo fatos e distorcido informações sobre as ações de resgate e as consequências do incidente, sem apresentar exemplos específicos.

O chamado ocorreu após o incêndio de 26 de novembro no Wang Fuk Court, um complexo de oito blocos no norte de Hong Kong. O fogo deixou pelo menos 159 mortos, configurando-se como a pior tragédia residencial em 75 anos na região.

Os arredores do incidente permaneceram sob tensão, com críticas à construção e materiais inflamáveis utilizados nas obras do complexo. O governo local destacou que as reformas e a resposta emergencial estão sob escrutínio público.

A OSNS também sinalizou riscos externos, acusando diversas organizações de oposição à China de explorar o fogo para ataques políticos. A entidade mencionou que revistas e canais estrangeiros teriam atacado o sistema eleitoral local previsto para as votações de domingo.

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