- O governo brasileiro, sob o presidente Lula, absteve-se numa resolução da ONU que exige o retorno imediato de crianças ucranianas sequestradas e transferidas para a Rússia.
- Estima-se que cerca de 20 mil menores foram levados desde o início da invasão russa, em 2022.
- O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Vladimir Putin e Maria Lvova-Belova, responsável pelos direitos das crianças na Rússia.
- A Universidade de Yale aponta mais de 200 instalações na Rússia onde crianças são mantidas e sujeitas a doutrinação política e cultural.
- A reação da Ucrânia foi de crítica ao silêncio do Brasil; o país destacou o apoio de 92 nações que ficaram ao lado da posição que defende o retorno das crianças.
O Brasil permaneceu em abstenção durante votação da ONU sobre uma resolução que exige o retorno imediato de crianças ucranianas sequestradas e deslocadas para a Rússia desde o início da invasão, em 2022. A medida foi aprovada com 91 votos a favor, 12 contra e 57 abstenções, incluindo a do Brasil. O texto condena a reapresentação forçada, a imposição de novos nomes e a possível participação de menores em atividades ligadas ao conflito.
O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o presidente russo Vladimir Putin e a comissária de direitos das crianças Maria Lvova-Belova, em função de crimes de guerra relacionados ao tema. Investigações apontam que mais de 20 mil menores teriam sido deslocados desde 2022. Ainda segundo o documento da ONU, há relatos de doutrinação política e cultural em instalações na Rússia.
O caso gerou reação da comunidade internacional e de autoridades ucranianas. A delegação da Ucrânia na ONU agradeceu aos 92 países que apoiaram a postura de responsabilização e criticou a abstenção de outros, entre eles o Brasil. Pesquisas independentes, como as da Universidade de Yale, identificam mais de 200 instalações russas associadas ao objetivo de doutrinação de menores.
A análise sobre o posicionamento brasileiro aponta para uma repetição de padrões de alinhamento com regimes considerados autoritários por parte do governo Lula. Em votações anteriores, o Brasil se absteve em temas envolvendo crimes de guerra da Rússia, repressão no Irã e questões eleitorais na Venezuela. A avaliação é de que a postura contribui para a percepção de omissão em crises humanitárias.
Caso seja relevante para o leitor, a reportagem observa que a ONU exige investigações, responsabilização dos culpados, fim das deportações forçadas e a rápida reunião familiar. A resposta brasileira, segundo críticos, continua aberta a debate sobre alinhamentos diplomáticos e compromissos com direitos humanos.
Entre na conversa da comunidade