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EUA sancionam rede acusada de recrutar mercenários colombianos para Sudão

Tesouro dos Estados Unidos impõe sanções a quatro pessoas e quatro empresas envolvidas no recrutamento e financiamento de mercenários colombianos para o RSF no Sudão

Sudanese soldiers from the Rapid Support Forces unit in the East Nile province of Sudan on 22 June 2019. Photograph: Hussein Malla/AP
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  • O Tesouro dos EUA sancionou quatro pessoas e quatro empresas por recrutamento e financiamento de combatentes colombianos para o RSF no Sudão.
  • Entre os sancionados estão Álvaro Andrés Quijano Becerra, Claudia Viviana Oliveros Forero, Mateo Andres Duque Botero e Monica Muñoz Ucros.
  • A rede seria responsável por movimentar milhões de dólares em transferências internacionais, envolvendo gestão de fundos e contratação de ex-sargentos.
  • Já havia sido divulgado publicamente que centenas de ex-sargentos colombianos foram contratados para lutar no Sudão, o que levou a um pedido de desculpas do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.
  • As sanções ressaltam esforços para coibir o recrutamento de mercenários no exterior e apontam para uma rede amplamente composta por nacionais colombianos e empresas.

O Tesouro dos EUA sancionou quatro pessoas e quatro empresas por recrutamento e financiamento de combatentes colombianos ligados ao RSF, grupo paramilitar sudanês. A ação envolve transferring de recursos e apoio logístico para operações no Sudão. A rede é descrita como majoritariamente formada por nacionais colombianos e empresas ligadas a eles.

Entre os sancionados estão Álvaro Andrés Quijano Becerra, ex-oficial colombiano e residente no Emirados Árabes, apontado como peça central na contratação e no envio de ex-sargentos ao Sudão. Sua esposa, Claudia Viviana Oliveros Forero, também foi alvo de sanção.

Mateo Andres Duque Botero, com dupla cidadania colombiano-espanhola, seria responsável pela gestão de fundos e pelas transferências internacionais usadas para sustentar a operação. Monica Muñoz Ucros completa a lista de indivíduos sancionados, associada a uma empresa ligada às transações.

Sanções dos EUA e envolvimento colombiano

O Escritório do Tesouro afirmou que, de 2024 a 2025, empresas sediadas nos EUA associadas a Duque realizaram transferências de várias milhões de dólares. A rede teria recrutado, treinado e remunerado combatentes para o RSF, além de possível envolvimento no treinamento de crianças.

A apuração pública sobre o tema começou no ano passado, após reportagem de veículos colombianos que revelou o envio de centenas de ex-sargentos ao Sudão. O episódio levou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia a pedir desculpas publicamente.

Especialistas destacam que mercenarismo colombiano é um fenômeno antigo, com histórico de recrutamento e treinamento para conflitos externos. Observam que sanções são parte de um conjunto de medidas para conter a prática.

O RSF é acusado de cometer crimes de guerra, incluindo assassinatos étnicos e sequestros em grande escala. O governo dos EUA reforça a necessidade de interromper o suporte financeiro e militar aos grupos envolvidos no conflito sudanês.

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