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Líderes do Sul da Ásia pedem ação da UE contra perseguição religiosa

UE é pressionada a agir contra perseguição religiosa no sul da Ásia; mais de 600 ataques a cristãos na Índia e 344 novos casos no Paquistão em 2024, com tarifas condicionadas

Sobre o Paquistão, o foco das denúncias foram as leis de blasfêmia, consideradas entre as mais rígidas do mundo e que podem resultar em pena de morte obrigatória - Foto: Portas Abertas
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  • Conferência realizada no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em 4 de dezembro, reúne defensores para pedir ação da UE em defesa da liberdade religiosa no Sul da Ásia.
  • Na Índia, de janeiro a outubro de 2024 foram registrados mais de seiscentos ataques contra cristãos, incluindo agressões em massa, invasões de cultos e demolições de moradias.
  • No Paquistão, registram-se 344 novos casos em 2024, com foco em leis de blasfêmia consideradas entre as mais duras do mundo; episódios passados como Jaranwala (2023) também são citados.
  • Em Sri Lanka ocorreram pelo menos 39 interrupções de cultos e intimidações; no Nepal houve maior vigilância sobre comunidades cristãs e expulsões de missionários. Bangladesh também registra ataques em áreas rurais.
  • Entre as propostas estão a recondução de um Enviado Especial para o tema e condicionar tarifas comerciais a respeito aos direitos religiosos, com vítimas como Shagufta Kausar pedindo vigilância contínua da UE.

A intensificação da violência contra cristãos e minorias no Sul da Ásia ganhou espaço europeu. Em 4 de dezembro, o Parlamento Europeu sediou uma conferência sobre o tema, organizada por eurodeputados e pela ADF International, com o objetivo de cobrar ação da UE em defesa da liberdade religiosa.

Representantes da Índia relataram mais de 600 ataques contra cristãos entre janeiro e outubro de 2024, média de mais de dois incidentes por dia. A hostilidade inclui agressões, invasões de cultos e demolições de moradias, com leis de conversão usadas como instrumento de intimidação.

No Paquistão, denúncias destacaram 344 novos casos em 2024, muitos baseados em acusações forjadas ou disseminadas nas redes sociais. Observou-se também o impacto de leis de blasfêmia, com punições severas. Entre episódios anteriores, está o ataque a Jaranwala em 2023.

Shagufta Kausar, vítima de acusações de blasfêmia, relatou torturas durante o cárcere e pressões para converter ao Islã. Outros relatos mencionaram casamentos e conversões forçadas de meninas cristãs e de comunidades hinduas.

Dados por região e medidas propostas

Relatos apontam ainda piora no Sri Lanka, com interrupções de cultos e intimidações, e no Nepal, com maior vigilância a missionários estrangeiros. Em Bangladesh, ataques persistem principalmente em áreas rurais, onde a proteção estatal é mais limitada. A conferência sugeriu a recondução de um Enviado Especial para o tema e condicionamento de tarifas a avanços em direitos religiosos.

Medidas e próximos passos

Os organizadores defenderam maior atuação diplomática da UE para defesa da liberdade religiosa. Entre as propostas estão mecanismos de monitoramento, pressão diplomática e contrapartidas comerciais associadas ao respeito aos direitos das minorias. Participantes destacaram a necessidade de vigilância contínua e resposta internacional.

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