- A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para 20 de dezembro no Brasil, é considerada chave para os dois blocos, segundo o ministro uruguaio de Relações Exteriores, Mario Lubetkin.
- Os integrantes do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — estão prontos para a assinatura, que pode abrir caminho para importação de carne, açúcar, arroz, mel e soja pela UE, em troca de veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para a região.
- A União Europeia vai reforçar o controle sobre exportações agrícolas para obter apoio da França, que se opõe ao acordo em seu estado atual e exige mais rigor nos controles de resíduos de pesticidas.
- A Comissão Europeia espera que os 27 Estados-membros aprovem o acordo entre 16 e 19 de dezembro em Bruxelas; a assinatura formal está prevista para o dia seguinte, em Foz do Iguaçu.
- A ratificação ainda depende do Parlamento Europeu e dos legisladores dos países sul-americanos.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em negociação há décadas, tem assinatura prevista para 20 de dezembro no Brasil. A proposta busca ampliar o livre comércio entre os blocos, com a assinatura ocorrendo em Foz do Iguaçu no dia seguinte.
O chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, afirmou à AFP que o acordo é crucial para ambos os blocos. Segundo ele, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai estão prontos para a assinatura, e a ratificação depende do Legislativo europeu e dos países sul-americanos.
Contexto e implicações
A UE pretende ampliar exportações de veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para a América Latina, em troca de facilitar a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja na Europa. Paris tem exigido controles mais rigorosos.
A Comissão Europeia planeja obter a aprovação dos 27 Estados-membros entre 16 e 19 de dezembro em Bruxelas. No dia seguinte, a assinatura formal deve ocorrer em Foz do Iguaçu, conforme fontes europeias. A ratificação segue pendente.
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