- A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei de orçamento de defesa de US$ 900 bilhões, com apoio bipartidário, prevendo manter tropas na Europa e apoio a aliados como a Ucrânia.
- O texto determina manter ao menos 76.000 soldados na Europa e 28.500 na Coreia, além de incluir US$ 400 milhões anuais para armar a Ucrânia em 2026 e 2027.
- Inclui ainda mandato para tornar público o vídeo do ataque a uma narcolancha no Caribe, ocorrido durante operações contra cartéis de drogas.
- Propõe reformas no sistema de compras do Pentágono, com objetivo de acelerar aquisições e fortalecer a base industrial de defesa.
- A expectativa é de que o Senado aprove na sequência e o presidente Donald Trump sancione sem objeções; o apoio envolve compromissos de ambos os partidos.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei de orçamento de Defesa de 900 bilhões de dólares, com apoio bipartidário. O texto mantém tropas na Europa, apoia aliados como a Ucrânia e reformará compras militares. A votação ocorreu antes das férias.
O documento prevê manter pelo menos 76.000 soldados na Europa e 28.500 na Coreia do Sul. Além disso, autoriza 400 milhões de dólares por ano para armar a Ucrânia em 2026 e 2027. O pacote segue para o Senado na próxima semana.
O texto também inclui disposição para tornar público o vídeo do ataque a uma narcolancha no Caribe, no qual houve um segundo bombardeio que matou sobreviventes do primeiro ataque. O objetivo é aumentar transparência sobre o episódio.
Pontos-chave do pacote
A reforma do sistema de compras do Pentágono é outra peça central. A medida busca acelerar aquisições, reduzir desperdícios e fortalecer a base industrial de defesa. O governo federal afirma que o novo processo terá maior supervisão.
O projeto exige que o Pentágono apresente mais informações sobre o ataque a narcolancha. O episódio ocorreu durante a Operação Lanza del Sur, contra cartéis de drogas, em águas internacionais próximas ao Caribe.
O documento também retira fundos de programas considerados desnecessários, incluindo alguns ligados a mudanças climáticas e diversidade. O objetivo é concentrar recursos em capacidades militares básicas.
O texto recebeu 312 votos favoráveis, com 112 dissidências. A expectativa é que o Senado aprove sem objeções e o presidente assine a lei antes do recesso. O governo destaca apoio de ambos os partidos.
A defesa afirmou que a lei sinaliza compromisso com aliados europeus e com a segurança regional. Em Washington, o debate manteve foco na relação com a Rússia e na atuação de tropas americanas no exterior.
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