- Igrejas em ao menos três estados — Texas, Illinois e Massachusetts — usaram símbolos de Natal para protestar contra políticas migratórias do governo Trump, substituindo presépios por cenas de detenções e separação de famílias.
- Em Chicago e região, as encenações mostraram Jesus algemado e Maria de máscara, para destacar o impacto das medidas migratórias sobre famílias imigrantes.
- No Texas, a Igreja Metodista Oaklawn, em Dallas, retirou as figuras tradicionais e instalou grades, arame farpado e o aviso “ICE esteve aqui”.
- As intervenções geraram debates públicos e atraíram a atenção da imprensa local; líderes religiosos disseram que o presépio ressignifica a história bíblica como metáfora de perseguição.
- O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) atribuiu atrasos a problemas logísticos, enquanto advogados de menores contestam a justificativa.
Recentemente, igrejas em Texas, Illinois e Massachusetts usaram símbolos natalinos para protestar contra políticas migratórias associadas ao governo de Donald Trump. Presépios tradicionais foram substituídos por instalações que retratam detenções, separação familiar e ações do ICE.
Em Chicago e região, congregações adaptaram cenas do nascimento para chamar atenção ao impacto das medidas migratórias sobre famílias imigrantes. Em uma montagem, Jesus na manjedoura aparece algemado, envolto em papel-alumínio, e Maria é retratada com máscara contra gás.
No Texas, a Igreja Metodista Oaklawn, em Dallas, retirou as figuras tradicionais e instalou arame farpado, grades metálicas e um aviso com a frase ICE esteve aqui, sugerindo detenção de uma família pelas autoridades migratórias.
A intervenção gerou debates públicos e chamou a atenção da imprensa local. Líderes religiosos explicaram que o objetivo foi estabelecer um paralelo entre a fuga da Sagrada Família e a atual situação de imigrantes nos EUA. A ministra associada de Evanston afirmou que o presépio ganhou significado de perseguição e separação de famílias.
Segundo o ICE, os atrasos em processos migratórios decorrem de questões logísticas, demandas médicas e entraves judiciais. Advogados que representam menores contestam a justificativa, afirmando que tais fatores não autorizam detenções prolongadas, reacendendo o tema do tratamento a famílias migrantes. Fonte: Jornal Extra
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