- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Emmanuel Macron e Giorgia Meloni que ajudam na assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, previsto para ocorrer em Foz do Iguaçu (PR) no sábado 20.
- A União Europeia e o Mercosul estão dispostos a fechar o acordo, mas há resistência da França, que teme impacto na competitividade dos produtores rurais franceses.
- Macron recebeu apoio da Itália para adiar a assinatura, o que pode atrasar negociações que já duram mais de vinte anos.
- O tratado visa facilitar exportações europeias de automóveis, máquinas e vinhos ao Mercosul, em troca de facilitar a entrada de carne, açúcar, soja e arroz sul-americanos na Europa.
- Se aprovado, o acordo criaria um mercado comum com 722 milhões de habitantes, fortalecendo trocas entre as duas regiões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Emmanuel Macron e Giorgia Meloni que atuem para viabilizar a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para ocorrer em Foz do Iguaçu (PR) no próximo sábado. A reunião busca destravar negociações que já duram mais de duas décadas.
Lula afirmou que a UE e o Mercosul estão dispostos a fechar o acordo, destacando que os produtos do bloco sul-americano não prejudicariam a competitividade europeia. A fala ocorreu durante pronunciamento em Brasília nesta terça-feira, sem apresentar detalhes sobre mecanismos de implementação.
O presidente brasileiro enfatizou que o apoio dos líderes francês e italiano pode resultar em uma assinatura, ressalvando que mudanças na agenda dependeriam de decisões políticas de alto nível. França tem mostrado resistência devido a preocupações com produtores rurais e competitividade.
Pontos-chave do acordo
O tratado de livre-comércio visa facilitar exportações europeias de automóveis, máquinas e vinhos para o Mercosul, em troca de facilitar a entrada de carne, açúcar, soja e arroz sul-americanos na UE. Se assinado, criaria um mercado comum com cerca de 722 milhões de habitantes.
A França tem pressionado pelo atraso na assinatura, citando impactos sobre a agricultura francesa. Enquanto isso, o Brasil defende que a competitividade não é comprometida, destacando diferenças de qualidade entre os produtos envolvidos no acordo.
O acordo envolve, ainda, a potencial entrada de bebidas alcoólicas europeias e de veículos no Mercosul, ampliando fluxos comerciais entre as duas regiões. As negociações se arrastam por décadas, com avanços intermitentes e períodos de impasse.
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