- O Parlamento Europeu aprovou salvaguardas reforçadas para produtores do bloco, por 431 votos a favor e 161 contra, com mecanismos de supervisão e possibilidade de tarifas se o mercado ficar desestabilizado.
- As medidas permitem intervenção caso o preço de um produto do Mercosul seja pelo menos 5% inferior ao da UE e o volume de importações isentas de tarifas aumente mais de 5% (valor anterior era 10%).
- A França pressiona adiamento da assinatura; a Alemanha apoia a assinatura nesta semana, e tudo depende da Itália, considerada-chave.
- A assinatura do tratado pode ocorrer no sábado, 20, em Foz do Iguaçu, no Brasil, se houver aval dos países-membros. Ursula von der Leyen busca assinar durante a cúpula do Mercosul.
- Sindicatos agrícolas europeus convocaram protesto em Bruxelas; o acordo facilitaria as_exportações europeias de carros, máquinas e vinhos, mas permitiria maior entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.
O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira salvaguardas reforçadas para produtores europeus no âmbito do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. A medida busca monitorar impactos e abrir possibilidade de tarifas se o mercado ficar desestabilizado.
O resultado da votação foi 431 votos a favor e 161 contra. As salvaguardas abrangem produtos sensíveis como carne bovina, aves e açúcar, com mecanismos de supervisão de importações e alterações caso os preços ou volumes se desloquem de forma abrupta.
A assinatura do acordo depende do aval dos Estados-membros. A Comissão Europeia pode avançar, mas precisa do consentimento dos 27 aliados na UE. França pede adiamento, enquanto Alemanha defende a assinatura ainda nesta semana; a Itália é apontada como chave para o desfecho.
Contexto político e próximos passos
França solicita que o tema seja adiado até 2026, citando preocupações setoriais. A Itália tem influência decisiva, segundo diplomatas europeus. A reunião de cúpula do Mercosul, prevista para sábado em Foz do Iguaçu, pode marcar o acerto final.
O que está em jogo para o comércio
A ratificação pode favorecer exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas. Em contrapartida, pode facilitar a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na UE, gerando resistência de setores agroindustriais europeus.
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