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A reabertura do museu nacional da Líbia é celebrada como novo começo

Reabertura do Museu Nacional da Líbia é marco de estabilidade e novo começo, com modernização, enfrentando conservação e tráfico de artefatos

On 12 December the National Museum of Libya hosted a large-scale celebration of its reopening Hazem Turkia/Xinhua/Alamy Live News
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  • O Museu Nacional da Líbia, localizado no Red Castle, em Trípoli, reabriu em 12 de dezembro após mais de dez anos de fechamento.
  • O espaço foi criado em 1919, ampliado em 1948 e recebeu restauração apoiada pela Unesco em 2023 para modernizar padrões internacionais.
  • A reabertura é vista como marco de estabilidade e novo começo para a identidade nacional libanesa e para a preservação do patrimônio.
  • Desafios persistem: a maioria dos sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO na Líbia está em situação de perigo desde 2016, com danos por conflitos, erosão costeira, desenvolvimento e tráfico de artefatos.
  • Existe otimismo quanto ao retorno de arqueólogos estrangeiros e ao aumento do turismo cultural, com o museu servindo como ponto de revitalização para a memória coletiva e a gestão de sítios arqueológicos.

O Museu Nacional da Líbia reabriu suas portas em 12 de dezembro, em Trípoli, após mais de uma década fechado desde 2011, marco visto como sinal de estabilidade e novo começo. A cerimônia reforçou a modernização do espaço para padrões internacionais e renovação cultural.

O museu fica no Red Castle, no centro histórico de Trípoli, conhecido como Al-Saraya Al-Hamra. Criado em 1919, ampliado em 1948, ganhou unidade moderna inaugurada por Gaddafi em 1988 e passou por restauração com apoio da Unesco em 2023.

A restauração buscou alinhar o acervo de artefatos religiosos, arqueológicos e históricos à atualidade museológica, visando turismo cultural e retorno de arqueólogos. A expectativa é de maior circulação de visitantes e de pesquisa qualificada.

Representantes internacionais destacam avanços, mas apontam desafios contínuos. Quatro de cinco sítios de patrimônio mundial líbios são considerados ameaçados desde 2016, com danos de conflitos, erosão costeira e comércio ilícito.

A pesquisadora britânica Victoria Leitch ressalta que o país enfrenta ainda riscos de tráfico de artefatos e impactos de desenvolvimento urbano. Mesmo assim, há otimismo quanto ao retorno de arqueólogos estrangeiros e ao impulso do patrimônio público.

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