- A administração de Donald Trump intensifica a busca por minerais críticos no exterior para fortalecer cadeias de suprimento ligadas à inteligência artificial e à tecnologia avançada.
- Foi criada a iniciativa Pax Silica, com oito parceiros — Austrália, Israel, Japão, Holanda, Singapura, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido — para reduzir a dependência da China, com Canadá, Taiwan, União Europeia e OCDE participando como convidados.
- A Câmara de Comércio e financiamentos dos EUA (DFC) assinou um empréstimo de 553 milhões de dólares para reformar o corredor ferroviário Lobito, na África, conectando Congo, Zâmbia e Angola e facilitando o transporte de minerais críticos.
- Autoridades indicam que o governo busca acordos históricos com o setor privado e ampliar participação em mineradoras críticas, visando controlar cadeias de suprimentos.
- Analistas alertam que a China vem reagindo e aumentando atividades para não ficar à frente, conforme o foco americano se intensifica.
O governo de Donald Trump intensificou a busca por minerais críticos ligados à inteligência artificial e à infraestrutura tecnológica, ampliando o foco para o exterior. O objetivo é fortalecer cadeias de suprimento, principalmente para metais essenciais em data centers, computação de alta capacidade e defesa.
A estratégia envolve cooperação com parceiros internacionais e investimentos em setores de mineração fora dos Estados Unidos. Países como Austrália, Israel, Japão, Países Baixos, Singapura, Coreia do Sul, Emirados Árabes e Reino Unido integram a iniciativa Pax Silica, lançada para assegurar cadeias de minerais, semicondutores e manufatura avançada.
A prioridade geográfica alcança regiões como África, Groenlândia e América do Norte. Na África, Washington avança com o corredor Logístico Lobito, que liga o Congo e a Zâmbia a um porto em Angola. Um financiamento de 553 milhões de dólares foi assinado para renovar a ferrovia, visando aumentar o abastecimento de minerais críticos.
Em Washington, a agência de financiamento ao desenvolvimento, DFC, destacou a importância estratégica da Lobito para suprir setores de defesa, manufatura e tecnologia de ponta. A previsão é de ampliar o fluxo de minerais entre Angola, RDC e Zâmbia, reduzindo custos logísticos e aumentando a capacidade de transporte.
Paralelamente, o governo sinaliza maior participação do setor público na mineração. O Pentágono já possui participação acionária em empresas de minerais críticos, com foco em MP Materials, Korea Zinc e Lithium Americas, entre outras. A administração busca também ampliar acordos históricos com o setor privado.
No cenário internacional, analistas ressaltam que a China não fica inativa. Especialistas indicam que Pequim está intensificando atividades para manter vantagem em minerais raros e manter ritmo com as ações americanas, sinalizando uma corrida por investimentos e parcerias estratégicas.
Commentando o momento, autoridades repetem que a prioridade é assegurar o fornecimento estável de minerais críticos. A agenda inclui acordos com parceiros para diversificar fontes, reduzir vulnerabilidades e sustentar o crescimento em IA, computação de alto desempenho e infraestrutura digital.
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