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Venezuela condena roubo e sequestro de petroleiro pelos EUA

Interceptação de petroleiro em águas caribenhas mostra a segunda em menos de duas semanas; Maduro classifica o ato como pirataria e convoca a ONU

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante cerimônia de posse para um terceiro mandato no cargo em Caracas 10/01/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
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  • EUA interceptaram um petroleiro em águas internacionais do Caribe na madrugada de 20 de dezembro, segundo autoridades, com bandeira possivelmente panamenha.
  • O presidente Nicolás Maduro chamou o ato de pirataria e pediu intervenção de organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas.
  • Este é o segundo petroleiro interceptado na região em menos de duas semanas; na semana anterior, o navio Skipper foi apreendido.
  • O governo dos EUA confirmou a operação, informou que o barco havia atracado recentemente na Venezuela e que continuará perseguindo o movimento ilícito de petróleo sancionado.
  • Houve também aproximação entre Venezuela e Irã, com cooperação rejeitando as ações norte-americanas; a Venezuela solicitou reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para tratar do tema.

A Guarda Costeira dos EUA interceptou um petroleiro em águas internacionais do Caribe na madrugada do dia 20 de dezembro. Segundo relatos, a embarcação navegava com bandeira do Panamá e já havia atracado recentemente na Venezuela. A operação ocorreu em meio a tensões na região e representa a segunda interceptação em menos de duas semanas.

O governo dos EUA confirmou a ação, afirmando que a interceptação ocorreu com apoio do Departamento de Defesa. A secretaria de Segurança Interna informou que a embarcação transportava petróleo sancionado, utilizado para financiar atividades ilícitas na região. As autoridades destacaram a continuidade das ações para coibir o trânsito de petróleo alvo de sanções.

Nicolás Maduro classificou o ocorrido como pirataria e pediu intervenção de organismos internacionais. O presidente venezuelano prometeu denunciar o caso ao Conselho de Segurança da ONU e a outras organizações multilaterais, reiterando que o direito internacional deve prevalecer.

Interceptações anteriores e contexto regional

Semanas antes, outra embarcação já havia sido interceptada no Caribe, aumentando o acúmulo de medidas contra o petróleo venezuelano. Dados de veículos de imprensa apontam que o navio detido recentemente seria o Centuries, segundo o New York Times, ainda não constando na lista oficial de petroleiros sancionados pelos EUA. A matéria aponta que a embarcação pertence a uma empresa com sede na China e transportava crude venezuelano para refinarias chinesas.

Autoridades venezuelanas destacaram que o aumento da pressão ocorre em meio a negociações internacionais. O Irã ofereceu cooperação à Venezuela para enfrentar o que chamou de pirataria e terrorismo internacional. A presidência rotativa da ONU confirmou a realização de uma reunião urgente do Conselho de Segurança para debater a situação, marcada para a tarde de terça-feira.

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