- A madrugada de Natal, 71 pessoas detidas após as eleições presidenciais de 2024 foram liberadas, segundo o Comité de Madres en Defensa de la Verdad.
- Foram libertados 65 homens do presídio Tocorón, no estado de Aragua, 3 mulheres do Centro Penitenciário Femenino La Crisálida, em Miranda, e 3 adolescentes em La Guaira.
- O grupo informou que a medida é a maior libertação de presos políticos feita pelo regime de Nicolás Maduro em meses, embora classifique como insuficiente e exija amnistia geral.
- A ONG Comité por la Libertad de los Presos Políticos confirmou as libertações em X, divulgando nomes de nove dos liberados; nenhum deles é líder ou ativista conhecido.
- Estão em curso questionamentos sobre os casos restantes; autoridades dizem que mais de 2.400 pessoas foram detidas durante as protestos de agosto de 2024 e a defesa vê muitos como presos políticos, enquanto Maduro afirma que não há presos políticos no país.
Na madrugada desta quinta-feira, 71 pessoas detidas por protestos relacionados às eleições presidenciais de 2024 foram liberadas na Venezuela. A informação foi divulgada pelo Comitê de Mães em Defesa da Verdade.
Segundo o coletivo, 65 homens deixaram o presídio Tocorón, no estado de Aragua, enquanto três mulheres foram liberadas do Centro Penitenciário Femenino La Crisálida, em Miranda, e três adolescentes em La Guaira. A liberação ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos.
A onda de libertações é descrita pelos organizadores como o maior gesto de gracia do regime de Nicolás Maduro em meses, destacando que a última ação similar ocorreu em agosto, quando 13 presos ganharam medidas judiciais substitutas.
A divulgação também foi confirmada pela ONG Comité por la Libertad de los Presos Políticos, que publicou nomes de alguns libertados nas redes sociais. A entidade ressalta que muitas pessoas seguem presas por motivos políticos.
Entre os libertados, não havia dirigentes ou ativistas de alto perfil listados pela ONG, conforme o comunicado. O grupo afirma que cada libertação representa uma vitória pela transparência, mas reforça a demanda pela libertação de todos os detidos após as eleições.
Até o início da tarde, não havia confirmação sobre o total de demais liberados. O contexto envolve protestos de agosto de 2024, quando a oposição e órgãos internacionais contestaram o resultado das eleições; o governo sustenta que não há presos políticos, apenas cidadãos acusados de crimes graves.
Entretanto, organizações de direitos humanos estimam números maiores de presos políticos. A Justiça, por sua vez, aponta milhares de detidos desde o pleito, com diversas acusações de terrorismo e distúrbios. O tema segue sob observação internacional.
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