- Explosão em uma mesquita da minoria alauíta, em Homs, no oeste da Síria, deixou pelo menos cinco mortos e mais de vinte feridos, segundo o Ministério da Saúde (via Sana).
- O ataque ocorreu durante as orações de sexta-feira na Mesquita Ali Ben Abi Taleb, na Rua Al-Khadri, no distrito de Wadi al-Dahab.
- Não houve reivindicação de responsabilidade; o Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que ainda não é possível confirmar se foi um atentado suicida ou um explosivo improvisado.
- Homs é uma cidade com bairros que abrigam a minoria alauíta; a comunidade tem sido alvo de violência após a mudança de governo na Síria.
- O conflito sírio já deixou milhares de mortos, com o Observatório Sírio estimando mais de 1.7 mil mortos em desfechos recentes; no início deste mês, dois soldados norte-americanos e um intérprete civil foram mortos no centro do país em ataque atribuído ao Estado Islâmico.
Uma explosão ocorreu no interior da Mesquita Ali Ben Abi Taleb, na cidade de Homs, no oeste da Síria, durante as orações de sexta-feira. O ataque deixou pelo menos cinco mortos e mais de 20 feridos, segundo o Ministério da Saúde sírio, citado pela agência Sana. A explosão ocorreu na Rua Al-Khadri, no distrito de Wadi al-Dahab.
O Ministério do Interior informou que se tratou de uma explosão terrorista dentro do local de culto. O administrador local, Issam Naameh, afirmou à Reuters que o episódio aconteceu ao meio-dia, horário de maior movimento nas mesquitas durante a sexta-feira.
A Sana publicou imagens de equipes de resgate e forças de segurança inspecionando os destroços do tapete verde da mesquita. Ainda não houve reivindicação de responsabilidade pelo ataque.
Contexto e desdobramentos
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, disse que ainda não é possível determinar se a explosão foi causada por atentado suicida ou por engenho explosivo improvisado. A cidade de Homs abriga bairros com maior presença da minoria alauíta, embora o município seja predominantemente sunita.
Dados de fontes oficiais e ONGs indicam violência sectária na região desde a deposição de Bashar al-Assad, pertencente à minoria alauíta, em 2024. Segundo uma comissão nacional de inquérito, 1.426 membros de suas forças teriam morrido em confrontos entre março e o oeste do país em 2024.
O Observatório Sírio estimou o total de mortos em mais de 1.700, com a maioria entre a população alauíta. No início deste mês, dois soldados norte-americanos e um intérprete civil foram mortos no centro da Síria em ataque atribuído a um militante ligado ao Estado Islâmico, grupo extremista sunita.
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